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Diarista ré por morte de casal de idosos em BH: veja crimes pelos quais acusada responderá

Paola Stefany Neto Cirino é a principal suspeita de ter matado casal de idosos em apartamento de luxo em BH.

G1 — Brasil · 2026-08-01T10:48:54.000Z

Paola Stefany Neto Cirino é a principal suspeita de ter matado casal de idosos em apartamento de luxo em BH.

A Justiça de Minas Gerais aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou ré a diarista de 30 anos acusada de matar um casal de idosos em Belo Horizonte. Ela vai responder por dois latrocínios (roubo seguido de morte), fraude processual e furto mediante fraude pelos crimes cometidos durante e após o ataque às vítimas, encontradas mortas em 29 de junho, no Bairro São Pedro, na Região Centro-Sul da capital.

Segundo a denúncia, a acusada foi contratada para fazer uma faxina no apartamento e teria colocado clonazepam em um suco consumido pelo casal. Enquanto recolhia dinheiro e objetos de valor do imóvel, o idoso acordou e tentou reagir. Ele foi atacado com uma faca retirada da cozinha. A idosa também foi morta durante a ação.

Além dos dois latrocínios, a mulher responderá por fraude processual. De acordo com o Ministério Público, ela tentou dificultar o trabalho da perícia ao limpar vestígios do crime, lavar a faca utilizada nos ataques e descartar roupas com manchas de sangue.

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A acusada também foi denunciada por furto mediante fraude. Segundo a investigação, após o crime, ela utilizou cartões bancários pertencentes às vítimas.

O proprietário de um restaurante onde os cartões teriam sido usados também foi denunciado por furto mediante fraude. A Justiça aceitou a denúncia contra ele, que também se tornou réu no processo.

Ministério Público denuncia diarista por morte de idosos

Relembre o caso

O casal foi encontrado morto dentro do apartamento onde morava no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, na tarde de 29 de junho. A Polícia Civil concluiu que o caso se tratava de um latrocínio.

Segundo a investigação, Paola Stefany havia sido indicada por um primo de Maria Clotilde para fazer uma faxina no imóvel. O familiar informou aos investigadores que a diarista já prestava serviços na casa dele havia alguns meses e nunca havia despertado desconfiança.

Imagens de câmeras de segurança registraram a chegada da diarista ao prédio por volta das 7h30. A Polícia Civil apontou que o crime ocorreu entre 12h30 e 15h. O intervalo foi definido porque, às 12h25, Cláudio Atala ainda conversou por telefone com um familiar.

De acordo com a investigação, após matar o casal, a diarista tomou banho no apartamento, trocou de roupa, reuniu dinheiro, joias, relógios, celulares, cartões bancários e outros objetos de valor antes de deixar o prédio carregando bolsas e sacolas.

Na madrugada de 2 de julho, Paola Stefany foi localizada e presa pela Polícia Civil em um hotel de Itabira, na Região Central de Minas Gerais.

Em 13 de julho, a Polícia Civil concluiu o inquérito e indiciou a diarista por dois latrocínios, fraude processual e furto mediante fraude. O proprietário do restaurante foi indiciado por furto mediante fraude. Já no último dia 29, o Ministério Público ofereceu denúncia contra os dois acusados. Nesta sexta-feira (31), a Justiça recebeu a denúncia e tornou ambos réus no processo.

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