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Juros, endividamento e queda de crédito: por que faturamento do varejo na região de Campinas recuou após sequência de altas

Campinas tem queda no faturamento do varejo nos primeiros meses de 2026

G1 — Campinas e Região · 2026-08-01T19:37:49.000Z

Campinas tem queda no faturamento do varejo nos primeiros meses de 2026

O faturamento do varejo na região de Campinas (SP) caiu 0,8% entre janeiro e abril de 2026, depois de dois anos de altas no setor, aponta pesquisa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

O resultado negativo interrompe uma sequência de crescimento. Em 2024, a venda de produtos e serviços ao consumidor final teve alta de 8,9%. O avanço em 2025 foi 8,1% na região de Campinas.

O que explica o recuo? O assessor econômico da Fercomércio, Bruno de Souza, lista três fatores principais que ajudam a explicar a retração:

“O primeiro deles é a queda no crédito ao consumidor, é um crédito mais restritivo. O segundo é a taxa de juros mais elevada e o terceiro é o endividamento das famílias”, afirma.

Mudança no comportamento do consumidor: com o orçamento apertado, os moradores pesquisam mais os preços e priorizam itens essenciais. Por isso, as maiores quedas nas vendas ocorreram nos setores de eletrodomésticos, eletrônicos e materiais de construção.

Estado de São Paulo

O recuo no faturamento do varejo na região de Campinas, no entanto, foi menor que a média do estado de São Paulo, que registrou queda de 5,1%. Os dados são de uma pesquisa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

Pessoas olhando roupas em uma loja, na 13 de Maio, em Campinas.

Apesar do recuo no quadrimestre, o início de 2026 ainda representa o segundo melhor resultado para o período desde o início da pesquisa, em 2008.

Após quedas em janeiro e fevereiro, o comércio da região voltou a crescer em março e abril, puxado pelas vendas de veículos, farmácias e supermercados. Especialistas avaliam que é preciso aguardar os próximos meses para confirmar se a recuperação vai se manter.

Nas lojas de veículos, o cenário é de otimismo. O gerente de uma concessionária local, Ademir Júnior, relata que as vendas cresceram 30% no último ano.

"Esse ano nós começamos bem. Na Copa do Mundo deu uma pequena queda, mas agora está aquecido, não só sustentando as vendas, mas sustentando a empresa" , Fala Ademir.

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