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Acidentes com postes: especialista explica por que estruturas 'quebráveis' são mais seguras

Região de Campinas registra 13 batidas em postes entre junho e julho de 2026

G1 — Brasil · 2026-08-01T20:10:12.000Z

Região de Campinas registra 13 batidas em postes entre junho e julho de 2026

A região de Campinas (SP) registrou, pelo menos, 13 acidentes envolvendo queda ou danos em postes de energia entre junho e julho de 2026, segundo levantamento realizado pela EPTV, afiliada da rede Globo.

A professora de engenharia civil, Helena Arias Lara Leite, explica que a aplicação de postes colapsáveis, que são projetados para ceder ou se deformar de forma controlada, poderiam diminuir os riscos para os motoristas e minimizar os danos materiais da via.

"O impacto de um veículo num poste vai depender da massa do veículo, do tamanho do veículo e da velocidade do veículo", detalha. "Quando o poste não cai, todo esse impacto vai para o veículo, então é perigoso para o motorista. Se for um poste colapsível traz mais segurança viária, diminui o risco nos acidentes", observa.

O crescimento desse tipo de colisão é observado na região desde o início de 2026, quando foi verificado o um aumento de 20,4% na região, segundo dados da concessionária de energia, CPFL Paulista.

Quanto custa a troca do poste?

Além do risco a morte dos motoristas e pedestres, a queda de postes também pode causar falta de energia em bairros próximos e prejuízos financeiros para quem provoca o acidente. O custo para troca de um poste pode chegar a R$ 14 mil.

Região de Campinas registra 13 colisões envolvendo postes entre junho e julho de 2026

Apesar disso, especialistas alertam que o único modo de evitar desse tipo de acidente é respeitando as normas de transito. O não cumprimento dessas também é apontado como a principal causa das colisões.

"As pessoas que batem no poste é porque elas perderam o controle do carro, e isso acontece porque elas estão andando em uma velocidade muito alta para a situação em que elas estão. Perdem o controle e atingem o poste", acrescenta a professora.

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