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Flamengo diz que há percepção de benefícios da arbitragem ao Palmeiras: "Regras devem ser cumpridas"

Voz do setorista: Marcello Neves fala sobre objetivos do Flamengo nos dez dias de pausa

ge — Futebol · 2026-08-01T20:10:36.000Z

Voz do setorista: Marcello Neves fala sobre objetivos do Flamengo nos dez dias de pausa

O Flamengo divulgou uma nota oficial na tarde deste sábado afirmando que há percepção de benefícios da arbitragem ao Palmeiras. O clube cita dados de decisões alteradas pelo VAR, além de faltas necessárias para cartões amarelos, entre outros.

Na nota, o clube cita que, desde a implantação do ranking do VAR em 2020, "o Palmeiras acumula o maior número de decisões alteradas a seu favor (65), o menor número de decisões contrárias entre os principais clubes do país (47) e o maior saldo positivo do futebol brasileiro (+18). Também lidera o número total de intervenções do VAR".

O Flamengo também diz que no Brasileirão de 2026 o Palmeiras é a quinta equipe que mais precisa cometer faltas para receber um cartão amarelo (6,72 faltas por advertência). Por outro lado, os adversários "figuram entre os que mais recebem cartões amarelos e vermelhos ao enfrentá-lo".

— Nenhum dado, isoladamente, comprova favorecimento. Mas estatísticas acumuladas ao longo de sete temporadas ajudam a explicar por que esse debate não acaba e segue sendo pauta de todos os envolvidos com o futebol - diz a nota.

A publicação acontece depois da nota oficial do Palmeiras após a denúncia da Procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) a Mauricio. O clube paulista citou lance de atletas de outros clubes, como Pulgar, do Flamengo, e Raniele, do Corinthians, para exemplificar a diferença no tratamento e também questionou o motivo pelo qual a "convicção particular de um procurador" tem mais peso para punições do que a do árbitro de campo e de vídeo.

Veja a nota na íntegra

"Após o retorno da Copa do Mundo, o debate sobre arbitragem voltou a ocupar o centro do futebol brasileiro. E isso não acontece por acaso.

Nos últimos anos, consolidou-se entre torcedores, profissionais do futebol e parte significativa da opinião pública a percepção de que um determinado clube vem sendo reiteradamente beneficiado por decisões de arbitragem. Essa percepção não nasce apenas da rivalidade esportiva. Também encontra respaldo em números.

Levantamento do Espião Estatístico, do ge, mostra que, desde a implantação do ranking do VAR, em 2020, até o Campeonato Brasileiro de 2026, o Palmeiras acumula o maior número de decisões alteradas a seu favor (65), o menor número de decisões contrárias entre os principais clubes do país (47) e o maior saldo positivo do futebol brasileiro (+18). Também lidera o número total de intervenções do VAR.

Os números desta edição do Brasileirão seguem na mesma direção. O Palmeiras é a 5ª equipe que mais precisa cometer faltas para receber um cartão amarelo (6,72 faltas por advertência), enquanto seus adversários figuram entre os que mais recebem cartões amarelos e vermelhos ao enfrentá-lo.

Nenhum dado, isoladamente, comprova favorecimento. Mas estatísticas acumuladas ao longo de sete temporadas ajudam a explicar por que esse debate não acaba e segue sendo pauta de todos os envolvidos com o futebol.

Também merece reflexão o comportamento adotado dentro e fora de campo. Tornou-se frequente assistir a jogadores e comissões técnicas cercando árbitros, reclamando de forma ostensiva e se colocando na condição de vítimas mesmo após faltas evidentes ou até mesmo um simples lateral. Uma ação estudada e coordenada.

É importante reconhecer os investimentos realizados pela CBF e os avanços promovidos pela Comissão de Arbitragem, com treinamentos, divulgação dos áudios do VAR e implementação de novas tecnologias. No entanto, não são elas que executam as regras que, eventualmente, acabam decidindo jogos. Na partida entre Vitória e Palmeiras, por exemplo, as decisões foram tomadas por Alex Gomes Stefano, em campo, e Marco Aurélio Augusto Fazekas Ferreira, no VAR.

São os árbitros que interpretam os lances, aplicam as regras e tomam decisões capazes de alterar tabelas, influenciar disputas por títulos, vagas e rebaixamentos. Por isso, também precisam ser responsabilizados quando cometem erros graves, quando são passivos em relação à pressão até mesmo em cobranças de lateral, e quando não coíbem o mau comportamento sistemático, como determinam as regras. A Copa do Mundo, recentemente, mostrou o caminho; árbitros e atletas que lá estiveram, muitos deles jogando no Brasil, lá, atuaram de acordo com a regra do “jogo limpo”, e deveriam fazer o mesmo aqui.

O futebol brasileiro precisa voltar a discutir mais o jogo do que a arbitragem. Isso só será possível quando os árbitros adotarem critérios claros e deixarem de premiar equipes que utilizem a pressão durante todo o jogo como estratégia. As regras devem ser cumpridas, por todos, inclusive pelos árbitros.

O futebol é paixão e um grande negócio. Por isso, precisa de confiabilidade por quem é incumbido de cumprir as regras do jogo."

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