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Marcelo D2 elogia atenção do público por não usar celular no João Rock
G1 — Brasil · 2026-08-02T01:47:16.000Z
Marcelo D2 elogia atenção do público por não usar celular no João Rock
Entre o gingado do samba e o protesto do hip hop, Marcelo D2 entregou um show potente aos milhares de fãs que prestigiaram o palco Brasil no João Rock 2026 neste sábado (1º) em Ribeirão Preto (SP).
Uma performance também marcada pela participação do cantor e compositor Rael, que entrou na mistura de influências no palco.
A performance ainda teve um momento em que o rapper elogiou o envolvimento dos fãs pelo fato de não usarem o celular para gravar o show.
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"Um prazer, uma honra tocar no João Rock. De tantas vezes que eu vim tocar aqui, sempre muito bom, sempre uma rapaziada que está a fim de ouvir música. É muito foda, não tem um celular pro alto aqui, isso é muito foda rapaziada, obrigado", disse.
Samba e hip hop no palco
Versos de “Benguelê”, de Pixinguinha e Gastão Viana, antes do início do show, já davam o recado do que viria pela frente.
Com a autobiográfica “1967”, D2 começou às 21h30 com a consagrada mistura de samba e hip hop que ele introduziu anos atrás em sua “procura pela batida perfeita.” “Vamos fazer barulho”, clamou.
A mesma pegada seguiu com "Desabafo", no remix da canção de Claudya e Baden Powell, que o público cantou sem parar.
“Não beijo pé do patrão. Não quero o que é dos outros”, mandou o recado na “Febre do Rato”, gravada em 2018, reforçando o discurso de resistência, e incendiou os fãs com “Md2”.
Atenção real dos fãs
Na pausa, antes de chamar Rael ao palco, deu um boa noite e elogiou o público pelo fato de estar curtindo o show em vez de filmar com o celular.
Na sequência, recebeu o cantor e compositor Rael para uma participação. O paulistano de 42 anos lançou mão do sucesso “Envolvidão”, mas em uma versão na batida consagrada por D2, e seguiu com "O Hip Hop É Foda”, dando recado sobre a força das culturas das periferias.
“Eu disse Adeus Chorão, nunca mais vou te esquecer”, cantou D2 na sequência, ao adaptar os versos de “Eu Tive Um Sonho”, de 2013.
O gingado voltou a tomar conta com "Pode Acreditar (Meu Laiá Laiá)”, que o rapper carioca gravou com Seu Jorge, e com “Povo de Fé”, com uma mensagem de luta e ancestralidade. “Salve o povo que vem de Aruanda, da banda daqui e da banda de lá.”
Em “Até Clarear”, o carioca deixava evidente o que buscava com a mistura no palco: “o meu sonho de bamba era fazer um rap com samba maneiro por lá”, cantou o carioca, que estabeleceu uma roda de samba no palco com o clássico “Zé do Caroço”, escrita em 1978 e consagrada na voz de diferentes artistas brasileiros.
O carioca ainda teria tempo para mandar “Mantenha o Respeito” sem deixar de saudar os colegas de “Planet Hemp”, "Eu Já Sabia" e "Qual É."
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