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O que se sabe e o que falta saber sobre o ataque com faca que deixou três funcionários mortos na fábrica da Bombril em SP

Vítimas de ataque em São Bernardo do Campo

G1 — Brasil · 2026-08-02T07:00:14.000Z

Vítimas de ataque em São Bernardo do Campo

Três funcionários terceirizados foram mortos a facadas dentro da fábrica da Bombril em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, na manhã deste sábado (1º). O autor do ataque, também terceirizado, foi preso em flagrante, mas morreu horas depois na carceragem do 2º Distrito Policial da cidade, em um caso tratado pela Polícia Civil como suicídio.

A investigação busca esclarecer a motivação do crime e as circunstâncias do ataque. Testemunhas relataram à polícia que o suspeito seria alvo de bullying praticado por duas das vítimas, mas essa versão ainda não foi confirmada oficialmente.

Veja abaixo o que já se sabe e o que ainda falta esclarecer sobre o caso.

O que aconteceu?

O ataque ocorreu por volta das 5h50 de sábado (1º) na unidade da Bombril localizada na Avenida Marginal Direita Anchieta, no bairro Rudge Ramos, às margens da Rodovia Anchieta.

Segundo a Polícia Militar, equipes foram acionadas para atender uma ocorrência de ataque com faca. Quando os policiais chegaram à fábrica, encontraram três homens mortos e o suspeito já havia sido contido por pessoas que estavam no local.

O caso foi registrado inicialmente como triplo homicídio no 2º Distrito Policial de São Bernardo do Campo.

Quem são as vítimas?

As vítimas são:

José Guilherme Victoriano de Moura, de 54 anos, conferente;

Edvaldo Santos da Silva, de 44 anos, supervisor;

Douglas de Souza Vieira, de 39 anos, operador de empilhadeira.

José Guilherme e Douglas serão velados às 11h deste domingo (2), no Cemitério Municipal do Carminha, em São Bernardo do Campo. Já o velório de Edvaldo está previsto para as 10h de domingo, no Cemitério Jardim da Colina, também na cidade.

Quem é o autor do ataque?

O homem apontado como autor do crime foi identificado pela polícia como Claudio Henrique da Silva, de 33 anos. Ele também trabalhava como operador de empilhadeira e era funcionário terceirizado que prestava serviços na fábrica da Bombril.

De acordo com o boletim de ocorrência, Claudio estava de folga, mas foi até o local de trabalho e realizou o ataque. Após ser rendido, ele foi levado ao 2º Distrito Policial de São Bernardo do Campo.

O que aconteceu com o suspeito?

Depois de ser preso, Claudio morreu na carceragem do 2º Distrito Policial. Segundo a Secretaria da Segurança Pública, ele atentou contra a própria vida enquanto estava detido. O Samu foi acionado e confirmou a morte.

A Corregedoria da Polícia Civil foi chamada para investigar as circunstâncias do suicídio ocorrido dentro da delegacia.

Como ocorreu o ataque?

Segundo depoimentos de testemunhas registrados no boletim de ocorrência, Claudio teria ido até a fábrica especificamente para atacar dois colegas. Ainda de acordo com esses relatos, Douglas de Souza Vieira teria sido esfaqueado ao tentar impedir as agressões contra os outros funcionários.

O boletim de ocorrência não detalha a sequência exata dos ataques nem informa quanto tempo durou a ação.

A motivação já foi esclarecida?

Ainda não. Testemunhas disseram à polícia que Claudio possivelmente era alvo de bullying praticado por duas das vítimas.

Essa informação, no entanto, consta apenas nos depoimentos prestados à polícia e ainda será apurada durante a investigação. Até o momento, não há confirmação oficial de que essa tenha sido a motivação do crime.

A Bombril informou que mantém um canal de ética para denúncias de bullying, assédio e outras condutas inadequadas envolvendo funcionários próprios e terceirizados.

Segundo a empresa, não havia registros de denúncias relacionadas aos envolvidos no episódio.

A companhia afirmou ainda que oferece atendimento psicológico e médico aos trabalhadores, além de treinamentos sobre boas práticas no ambiente de trabalho.

O que dizem a Bombril e a empresa terceirizada?

A Bombril informou que o autor e as vítimas eram funcionários terceirizados da empresa TPC.

Segundo a companhia, o trabalhador sofreu um surto antes do ataque. A empresa afirmou que acompanha a investigação, presta apoio às famílias das vítimas juntamente com a TPC e aguarda o esclarecimento da motivação do crime.

A TPC lamentou o ocorrido, manifestou solidariedade aos familiares das vítimas e informou que iniciou uma apuração interna, além de colaborar integralmente com as autoridades.

Quem investiga o caso?

As mortes dos três funcionários serão investigadas pela equipe de homicídios da DEIC de São Bernardo do Campo, por meio de inquérito policial.

Já a morte do suspeito na carceragem será apurada pela Corregedoria da Polícia Civil, responsável por investigar as circunstâncias do suicídio dentro da delegacia.

Funcionário mata três colegas a facadas dentro de fábrica da Bombril em SP

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