ITATIBA1

Ex-namorado agride mulher e coloca fogo em casa após discussão em MT

Conforme a corporação, o fogo atingiu parcialmente um dos quartos e se espalhou para a cozinha. O

G1 — Brasil · 2026-08-02T14:33:33.000Z

Conforme a corporação, o fogo atingiu parcialmente um dos quartos e se espalhou para a cozinha. O

Uma mulher de 26 anos foi agredida pelo ex-namorado, de 19 anos, e teve a casa incendiada durante uma discussão, neste domingo (2), no Conjunto São José, em Rondonópolis, a 212 km de Cuiabá. O suspeito foi preso em flagrante e encaminhado à 1ª Delegacia de Polícia. Apesar dos danos materiais, ninguém ficou ferido.

Segundo a Polícia Militar, a equipe foi acionada após uma denúncia de que um homem estaria agredindo uma mulher. No local, os policiais encontraram a vítima com lesões no rosto, pescoço, braços e pernas.

À polícia, a mulher contou que o ex-companheiro foi até a residência e a encontrou acompanhada de outra pessoa. Segundo o relato, o suspeito passou a ameaçar os dois de morte. O homem que estava com a vítima deixou o imóvel, mas o ex-casal continuou discutindo.

Ainda conforme a ocorrência, o suspeito passou a agredir a mulher com socos e empurrões, causando os ferimentos. Durante as agressões, ele teria jogado um cigarro aceso sobre a cama da vítima, iniciando o incêndio.

✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp

Agora no g1

O Corpo de Bombeiros Militar foi acionado para combater as chamas. Conforme a corporação, o fogo atingiu parcialmente um dos quartos e se espalhou para a cozinha. Os militares realizaram o combate direto às chamas, que consumiam um sofá e uma cama de casal, além do rescaldo para evitar novos focos.

Segundo a PM, o suspeito confessou que provocou as agressões e o incêndio porque se sentiu traído e agiu em um 'momento de fúria'. Ele também apresentava arranhões no rosto e pelo corpo.

O caso foi registrado pelos crimes de lesão corporal, ameaça e dano. O caso é investigado pela Polícia Civil.

🚨Como pedir ajuda?

Interface do aplicativo 'SOS Mulher MT'

O aplicativo 'SOS Mulher MT' é uma das alternativas criadas para ajudar vítimas de violência doméstica em Mato Grosso. O aplicativo conta com um botão do pânico, por meio dele a vítima pode fazer um pedido de socorro quando o agressor descumprir a medida protetiva.

O Botão do Pânico virtual está disponível, por enquanto, nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande, Cáceres e Rondonópolis.

Nos outros municípios do estado, a plataforma pode ser acessada para as outras funções, como direcionamento à medida protetiva online, telefones de emergência, endereços das Delegacias da Mulher, Plantão 24h, denúncias sobre violência doméstica e também acesso à Delegacia Virtual para registro de ocorrências.

O que é a Lei Maria da Penha

A Lei Maria da Penha foi sancionada em 7 de agosto de 2006 com o objetivo de criar mecanismos para prevenir e impedir a violência doméstica e familiar contra a mulher. Segundo a Lei, a violência doméstica contra a mulher envolve qualquer ação baseada no gênero, ou seja, a mulher sofrer algum tipo de violência apenas pelo fato de ser mulher.

O Instituto Maria da Penha aponta que essa violência pode ser dos seguintes tipos:

Violência física: qualquer ação que ofenda a integridade ou a saúde corporal da mulher. Exemplos: espancamentos, estrangulamento, cortes, sacudidas, entre outros

Violência psicológica: qualquer ação que cause dano emocional e diminuição de autoestima; prejudique e perturbe o desenvolvimento da mulher ou tente degradar e controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões. Exemplos: ameaça, humilhação, manipulação, isolamento, vigilância constante, perseguição, entre outros

Violência sexual: qualquer ação que obrigue a vítima a presenciar, manter ou participar de relação sexual não desejada. Exemplos: estupro, impedir uso de contraceptivos, forçar prostituição, entre outros

Violência patrimonial: qualquer ação que configure retenção ou destruição de objetos, instrumentos de trabalho, documentos, bens e valores da vítima. Exemplos: controle do dinheiro, destruição de documentos, estelionato, deixar de pagar pensão alimentícia, entre outros

Violência moral: qualquer ação que configure calúnia, difamação e injúria. Exemplos: acusar a mulher de traição, expor a vida íntima, desvalorizar a vítima pelo seu modo de se vestir, entre outros

O que é medida protetiva?

As medidas protetivas são ordens judiciais que buscam proteger pessoas que estejam em situação de risco, perigo ou vulnerabilidade. São dois tipos: as voltadas para o agressor, para impedir que ele se aproxime da vítima; e as voltadas para a vítima, para garantir a sua segurança e a proteção dos seus bens e da sua família.

Quem pode solicitar?

Qualquer mulher que esteja passando por uma situação de violência doméstica e familiar, independente do tipo de ameaça, lesão ou omissão.

Como solicitar medida protetiva?

A solicitação da medida protetiva pode ser feita em delegacias, Ministérios Públicos ou na Defensoria Pública. A mulher não precisa estar acompanhada de um advogado para fazer o pedido.

Leia no Itatiba1 →