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Uma embarcação no Estreito de Ormuz , vista de Musandam, em Omã.
G1 — Economia · 2026-08-02T17:34:51.000Z
Uma embarcação no Estreito de Ormuz , vista de Musandam, em Omã.
Stringer / Reuters
O governo do Irã afirmou neste domingo (2) que está próximo de concluir um acordo com o Omã sobre uma nova rota de trânsito de navios comerciais no Estreito de Ormuz, um ponto crucial na guerra no Oriente Médio.
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“Estamos prestes a chegar a um acordo sobre uma rota aceitável para ambas as partes — nem a rota norte, nem a rota sul —, respeitando os direitos soberanos de cada país e garantindo nossos interesses nacionais e nossa segurança”, declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaïl Baghaei, em entrevista à televisão estatal.
Baghaei não deu muitos detalhes sobre os termos do acordo com o Omã, disse apenas que se o tratado for firmado, "isso não significará que Ormuz esteja sendo fechado ou reaberto".
Agora no g1
O anúncio do regime iraniano ocorreu horas após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter anunciado que cancelou ataques em larga escala que faria contra o Irã neste final de semana após "os termos do acordo terem sido definidos", em referência a um possível avanço nas negociações para um novo acordo para finalizar a guerra no Oriente Médio —que já dura cinco meses.
Teerã, no entanto, negou que tenha pedido a Trump para cancelar ataques contra seu território e afirmou que as negociações em que o regime está envolvido atualmente são apenas as com o Omã sobre Ormuz.
Ainda não estava claro, até a última atualização desta reportagem, se há alguma relação —e qual seria ela— entre as negociações que Trump afirma estar tendo com o Irã e as que o regime iraniano realiza com Omã..
O Irã reivindica soberania sobre Ormuz —rota do Oriente Médio que é vital para o comércio mundial de petróleo— e manteve a via marítima fechada para navios comerciais desde o final de fevereiro por conta da guerra contra os EUA.
Desde a assinatura do acordo de paz preliminar entre os dois países, em junho, Teerã negocia com o Omã por uma gestão compartilhada do Estreito. Washington, no entanto, é contrário a essa ideia e exige que a via permaneça aberta de forma irrestrita e sem soberania de qualquer país.