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Abel volta a citar final da Libertadores após nova rusga entre Palmeiras e Flamengo: "Asterisco"

Palmeiras 3 x 0 Fortaleza | Melhores momentos | Oitavas de final | Copa do Brasil 2026

ge — Futebol · 2026-08-02T22:08:17.000Z

Palmeiras 3 x 0 Fortaleza | Melhores momentos | Oitavas de final | Copa do Brasil 2026

Em uma semana em que Palmeiras e Flamengo criaram nova rusga causada de por decisões de arbitragem, o técnico Abel Ferreira mais uma vez citou o que considera ter sido um erro da arbitragem na final da Libertadores do ano passado, vencida pelos cariocas.

O treinador foi questionado sobre as recentes trocas de notas oficiais publicadas pelos clubes. O Palmeiras reclamou, nas redes sociais, da denúncia contra Maurício no STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) pela cotovelada em Cacá, do Vitória. O clube carioca, então, respondeu citando lances a favor dos paulistas.

Abel Ferreira voltou a falar sobre a final da Libertadores do ano passado. O treinador do Palmeiras reclama, desde a entrevista coletiva logo depois do vice para o Flamengo, da não expulsão de Erick Pulgar por uma entrada em Bruno Fuchs.

– Eu não tenho muito a falar sobre isso, lamento. O que aconteceu no ano passado, depois do jogo contra o São Paulo, os outros se juntaram. Esse que foi o problema, os que vieram de fora. Quero ganhar os jogos dentro das quatro linhas. Vocês conhecem o futebol brasileiro melhor do que eu, a história dos clubes.

– A final da Libertadores do ano passado é um asterisco que não vou apagar enquanto estiver aqui. Já até confrontei o árbitro, perguntei por que não viu o que todos viram. Vivemos num mundo de homens, sabemos que há defeitos e virtudes, eu mesmo tenho várias. Se quisermos ser todos direitinhos, vamos todos ao Vaticano.

– Somos todos humanos, vão acontecer erros e acertos. Não se deixem enganar por narrativas, estejam juntos, para não acontecer o que aconteceu no ano passado. As imagens são claras. Já foi dito várias vezes por todos os clubes, são beneficiados e prejudicados. A situação foi entre Palmeiras e Vitória, não com os outros – completou ele, logo depois da vitória sobre o Fortaleza, neste domingo, pelas oitavas de final da Copa do Brasil.

Abel Ferreira, técnico do Palmeiras, no jogo contra o Fortaleza

No duelo contra a equipe cearense, o Palmeiras entrou em campo com uma formação com três zagueiros mesmo sem o capitão Gustavo Gómez – o volante Emiliano Martínez jogou improvisado no setor. Depois da vitória por 3 a 0, Abel Ferreira explicou suas escolhas.

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O treinador afirmou por que optou por recuar Emiliano Martínez para manter a formação com três zagueiros mesmo jogando em casa.

– Vocês lembram no ano passado quando tivemos que virar um jogo de 3 a 0 contra? Joguei com três zagueiros. O que você pede do sistema? Qualquer um pode ser ofensivo e defensivo, temos que ter mente aberta. Quero agressividade ofensiva do time, Marlon chegando na área para fazer passes e arremates. Andreas idem. Para isso temos que ter uma equipe equilibrada.

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– (...) Quando se joga um mata-mata, tens que pensar em tudo. O Emiliano nos ajuda defensiva e ofensivamente. Essa é a minha opção, mas nunca me perguntaram quando eu jogava com a linha de quatro, só com três zagueiros. Hoje faltou o Gomez, tive que puxar (o Emiliano), senão continuaria como estava. É um time mais ofensivo. O Murilo é bom no ataque, faz ultrapassagens, toca bem a bola – disse Abel.

Veja outros trechos da entrevista de Abel Ferreira:

Análise do jogo

– Prometo que ainda vou assistir o jogo de novo, amanhã a tarde. Acho que o que nos fez jogarmos melhor no segundo tempo foi correr menos, para jogar melhor. Não correr para todo lado, mas para o lado certo. Estávamos melhor posicionados para receber a bola em certos espaços.

– Queríamos atacar a pressão deles no primeiro tempo, faltou ajuda, mas melhoramos e conseguimos ter jogadores mais bem posicionados. No terceiro gol, o Arthur recebeu nas costas do lateral. Ninguém se poupa sem a bola, temos que ser leões atrás dela.

Gestão de elenco

– Para mim é muito fácil, uma liderança de senso comum. Meritocracia. Há regras dentro do grupo que são pré-estabelecidas. O Paulinho sentiu uma dor no adutor no treino antes do jogo, levamos para o jogo. No aquecimento não se sentiu muito confortável, então acabou não entrando. Pediu para ir e levamos.

– Mas está ótimo, tendo todos à disposição está ótimo. É uma competição interna, todo bom time tem isso. O resto vem naturalmente via cultura do time, cada um fazendo a sua função, sem atrapalhar o outro. O Barros é executivo de futebol, o diretor de comunicação faz o seu papel, eu treino o time. Os jogadores sabem que só podem jogar 11. O salário está lá, não falha um dia desde que estou no Palmeiras, então eles tem que estar preparados e prontos para servir o Palmeiras. Hoje são uns, amanhã outros. Quando respondem, ficam. Quando não…

Flaco López e Vitor Roque

– O Roque já não joga há bastante tempo, estamos dando tempo para que ele volte a ser o que já nos mostrou. O Lopez é a mesma coisa, mas nesse início o Maurício e o Sosa têm sido espetaculares. Gostamos de um jogador de apoio e profundidade na equipe. O campeonato é longo, muitas competições, preciso de todos e todos mostram no dia a dia. Os que entraram no segundo tempo hoje foram bem.

– Não dá para achar que só vale a pena jogar quando temos a bola. Já ouvi muito “o ponta não tem que defender”. Vocês viram como a Espanha jogava? Eu me inspiro nos melhores do mundo. Nos dias de hoje você tem que escolher entre ganhar títulos pelo clube ou ser o melhor do campeonato. Todos têm que estar na mesma página, do goleiro ao centroavante. Muito contente por ter quatro jogadores no ataque, duas alternativas na frente. A Fifa só me deixa jogar com 11, senão manteria os quatro na frente.

Mudança de postura

– Mérito dos nossos jogadores. Quando o adversário pressiona e bem, fica mais difícil. Não encontramos o caminho na primeira parte. É preciso de ajuda, temos que ter a vantagem numérica e corrigi isso no intervalo. Eu falo muito de fazer bem o arroz com feijão. Erramos passes simples e isso nos tira um pouco de confiança.

– Pedi para os meus jogadores que se ajudassem, estivessem mais próximos, precisamos correr bem, não muito. No ataque a área, estarmos no lugar certo, na hora certa. O resultado se abriu no segundo tempo, mas tivemos uma do Allan que poderia ter sido (gol). Temos que dar mérito ao Fortaleza, as equipes do Paulo Autuori me lembram o Bobby Hodgson, que é um gentleman do futebol. Não achei que fôssemos ter tantas dificuldades, o resultado foi até maior do que as oportunidades que criamos.

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