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Artur Jorge falou sobre empate com a Chapecoense pela Copa do Brasil
ge — Futebol · 2026-08-03T07:00:09.000Z
Artur Jorge falou sobre empate com a Chapecoense pela Copa do Brasil
"Jogamos lento." Foi assim que Artur Jorge analisou a atuação do Cruzeiro. O time mineiro esteve em uma rotação abaixo do habitual, com erros no meio-campo, pouca inspiração no ataque e uma atuação sem brilho. O empate, por si só, não é ruim, considerando que se trata de um mata-mata disputado fora de casa. A Raposa, porém, terá trabalho para recuperar a equipe até quarta-feira, quando decide a classificação.
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O Cruzeiro entrou em campo pela quarta vez em 11 dias, pouco mais de 60 horas depois da partida contra o Coritiba, pelo Campeonato Brasileiro, na última quinta-feira. Artur Jorge optou por algumas mudanças para rodar o elenco e reforçar a defesa. Fagner e Villalba foram as escolhas para as laterais. Kaique Kenji ocupou o lado esquerdo do ataque, no lugar de Felipe Morais.
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Artur Jorge reconhece jogo abaixo, mas pondera sobre desgaste
Nos primeiros minutos, o Cruzeiro mostrou velocidade, disposição e volume de jogo. Teve mais posse de bola, avançou ao ataque e chegou a balançar as redes. Após uma cabeçada de Fabrício Bruno, Kaique Kenji completou para o gol, mas a arbitragem anulou o lance por impedimento.
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Depois disso, a equipe passou a errar muito na troca de passes. O meio-campo aparentava cansaço, o que resultou em pouca criatividade. Com isso, a Chapecoense ganhou espaço. O time catarinense fez um bom jogo defensivo, marcando Gerson e Matheus Pereira de perto, e também conseguiu atacar dentro das limitações do próprio elenco.
Kaique Kenji e Gerson discordando da anulação do gol do Cruzeiro
Na primeira etapa, com exceção do gol anulado, o Cruzeiro não finalizou com perigo. Os pontas, Kaique Kenji e Arroyo, não conseguiram dar ritmo ao ataque nem servir como opções de escape para uma equipe que tinha os principais meias bem marcados. Kaio Jorge também esteve apagado. Tentou sair da área para participar mais do jogo, mas sem efetividade
No segundo tempo, o time apresentou uma leve melhora. Gerson e Matheus Pereira passaram a jogar mais próximos, mas, ainda assim, a equipe parecia cansada para construir jogadas de transição, uma característica que favorece o estilo de Artur Jorge. A melhor oportunidade surgiu em um cruzamento do jovem Felipe Morais, que substituiu Kaique Kenji, para Arroyo na pequena área. Anderson, ex-Cruzeiro, fez a defesa.
Não é exagero dizer que essa foi uma das piores atuações do Cruzeiro desde a chegada de Artur Jorge. O próprio treinador reconheceu que o time poderia ter entregado mais, mas afirmou que é “violento” disputar tantos jogos em um período tão curto.
"Um jogo bem fraco", analisa Fernanda após empate do Cruzeiro | A Voz da Torcida
O calendário é sempre uma questão para as equipes brasileiras, mas não é novidade. E a maratona está apenas começando. O Cruzeiro ainda terá seis partidas até o fim de agosto, incluindo o jogo de volta da Copa do Brasil e a decisão contra o Flamengo pela Libertadores.
A missão de Artur Jorge e da comissão técnica é encontrar formas de recuperar o elenco em um período curto, enquanto os reforços não chegam e se adaptam. Até lá, talvez o Cruzeiro precise mostrar, além de técnica e raça, capacidade para atuar no limite físico.
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