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As vítimas de acidentes com carros de luxo em São Paulo
G1 — Brasil · 2026-08-03T11:47:15.000Z
As vítimas de acidentes com carros de luxo em São Paulo
Antes dos acidentes, há um padrão que se repete: consumo de álcool, suspeita de uso de drogas e excesso de velocidade. Casos envolvendo motoristas de carros de luxo em São Paulo têm em comum esses fatores, segundo relatos de policiais, investigações e processos judiciais reunidos e exibidos pelo Fantástico.
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Entre os episódios está o atropelamento do coletor de lixo Diego da Silva, de 19 anos, morto enquanto trabalhava na Zona Oeste da capital paulista. Segundo a polícia, o empresário chinês Guo Feng Huang, de 53 anos, dirigia embriagado quando atingiu a vítima. O delegado responsável afirmou que o motorista apresentava sinais evidentes de embriaguez, com dificuldade para falar e até para permanecer em pé. Diego deixou uma filha de 1 ano, a esposa grávida e vivia com a mãe.
Três dias antes, outro caso também terminou em morte. O sargento da Polícia Militar Fábio Pereira de Souza, de 50 anos, pilotava uma motocicleta quando foi atingido por um carro de luxo que trafegava na contramão. O motorista, Bruno Yasu Shimizu, de 22 anos, foi denunciado pelo Ministério Público por homicídio qualificado. Ele já havia se envolvido em outro acidente fatal em 2020, quando tinha 16 anos.
Álcool e drogas antes da colisão
Outro episódio citado envolve um Porsche dirigido pelo influenciador Samuel Santana, conhecido como Gato Preto. Imagens obtidas pelo Fantástico mostram o momento em que o veículo avança o sinal vermelho na Avenida Faria Lima e atinge outro carro. Segundo a polícia, o influenciador havia consumido bebida alcoólica e drogas antes da colisão. As gravações também mostram pessoas retirando objetos do veículo antes da chegada das autoridades. O caso segue na Justiça.
O consumo de álcool também aparece no atropelamento da diarista Aldenilce Bernardina, de 65 anos, em 2019. Segundo a investigação, o empresário Fábio Alonso havia saído de uma casa noturna e o inquérito apontou consumo de bebidas alcoólicas durante a madrugada. A família afirma que, apesar de decisões judiciais, ainda aguarda o pagamento das indenizações. O empresário responde por homicídio doloso e vai a júri. O arquivo também relata que ele já havia provocado outro acidente fatal em 2014.
Alta velocidade e racha
A alta velocidade também está presente em outro caso citado pela reportagem. Em 2018, uma Mercedes e um Camaro participavam de um racha na Rodovia dos Imigrantes, segundo a polícia, quando um dos veículos atingiu o carro de duas famílias que voltavam da praia. Duas mulheres morreram no local. O motorista sobrevivente ficou paraplégico, assim como o filho pequeno, que estava no banco de trás. O empresário André Micheletti foi condenado em segunda instância por crimes de trânsito, mas recorre em liberdade. Segundo a família das vítimas, a indenização fixada pela Justiça ainda não foi paga.
Padrão que se repete
Embora envolvam pessoas e circunstâncias diferentes, os casos apresentados pelo Fantástico têm elementos em comum. Embriaguez, suspeita de uso de drogas e excesso de velocidade aparecem em diferentes investigações. Além disso, familiares das vítimas relatam enfrentar uma longa batalha na Justiça em busca de responsabilização e indenizações após os acidentes.
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