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Prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere, e secretário de Estado de Segurança Pública, Victor Santos, anunciam nova fase do Programa Tolerância Zero
G1 — Brasil · 2026-08-03T12:37:25.000Z
Prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere, e secretário de Estado de Segurança Pública, Victor Santos, anunciam nova fase do Programa Tolerância Zero
A Prefeitura do Rio e o Governo do Estado anunciaram, na manhã desta segunda-feira (3), a ampliação do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate da exploração ilegal do território. A partir desta nova fase, a atuação será estendida às ruas do entorno das praias de Copacabana, Ipanema, Leme e Leblon.
De acordo com a Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), as primeiras etapas do projeto resultaram na apreensão de mercadorias e equipamentos ilegais que representam um prejuízo superior a R$ 655 mil por mês para os responsáveis pelas atividades irregulares.
A nova fase do programa passará a abranger todas as vias de acesso à orla. Entre as principais estão:
Avenida Nossa Senhora de Copacabana;
Avenida Rainha Elizabeth;
Rua Prudente de Moraes;
Avenida General San Martin.
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A ampliação entrará em vigor no dia 5 de agosto. Entre os objetivos desta etapa estão a eliminação de arrastões e de crimes de oportunidade, como furtos e roubos contra pedestres, além da proteção ao transporte público, à preservação do patrimônio e à promoção do ordenamento urbano.
O efetivo mobilizado diariamente contará com 540 agentes de ordem pública, 52 guardas municipais e 843 policiais militares, que atuarão em diferentes frentes ao longo do dia.
Blitz para fiscalização de motos
Agentes públicos fiscalizam calçadão na Zona Sul do Rio
Entre as medidas previstas está a realização de blitzes diárias para fiscalização de motocicletas nos quatro bairros contemplados pelo programa.
"Todo mundo sabe que, cada vez mais, esses criminosos vêm utilizando motos nas dinâmicas dos crimes. Isso é claramente observado em nossos relatórios, e vamos trazer essa novidade operacional", afirmou o secretário municipal de Ordem Pública, Marcus Belchior.
As operações serão itinerantes e realizadas em horários variados. O objetivo também é identificar motocicletas em situação irregular.
Casos de violência
Carro da Prefeitura do Rio é alvo de ataque em Copacabana
Durante o anúncio da expansão do programa, autoridades da área de segurança destacaram ter identificado episódios de violência que, segundo elas, teriam sido articulados pelo crime organizado.
Um dos casos citados foi o tumulto ocorrido em 21 de julho, com início no Arpoador. Outro foi o ataque a um veículo da Seop na Praça Serzedelo Corrêa, em Copacabana, na noite do dia 23.
O secretário de Estado de Segurança Pública, Victor Santos, afirmou que as reações às ações de segurança e ordenamento público serão tratadas dentro dos limites da lei. Segundo ele, as forças de segurança continuam em busca dos envolvidos no ataque.
"Cinco criminosos praticaram o ato de incendiar uma viatura da prefeitura. Dois já foram presos, os outros continuam foragidos, e o trabalho de investigação prossegue", declarou o secretário.
Carro da Seop foi atacado em Copacabana, na Zona Sul do Rio
O secretário de Polícia Civil, Delmir Gouvêa, informou que três suspeitos foram identificados durante as investigações conduzidas pela 12ª DP (Copacabana). Um deles segue foragido, enquanto os agentes trabalham para identificar outros possíveis envolvidos.
"Esses criminosos saíram da comunidade Pavão-Pavãozinho com o objetivo de destruir e incendiar a viatura da prefeitura. As delegacias da Zona Sul estão atentas para diferenciar manifestações legítimas de práticas criminosas. Vamos identificar e prender todos aqueles que estiverem cometendo crimes em toda a orla da Zona Sul", afirmou.
Segundo Victor Santos, os envolvidos no ataque são ligados à comunidade Pavão-Pavãozinho.
"Os presos confessaram que foram recrutados para executar essa ação e receberam dinheiro para incendiar a viatura. Ou seja, saíram da comunidade já com essa missão", disse.
Ônibus com janelas quebradas em Copacabana, na Zona Sul do Rio
Combate aos depósitos ilegais
Marcus Belchior destacou que uma das principais funções dos agentes envolvidos no programa é desarticular a cadeia criminosa responsável pelo abastecimento da orla com produtos comercializados ilegalmente.
"Estamos combatendo depósitos clandestinos. Já mapeamos mais de 22 pontos. Mas há outras camadas dessa estrutura que ainda serão alvo das operações. Existem diferentes organizações criminosas atuando na orla da cidade", afirmou.
O secretário informou ainda que, desde o início da segunda fase da operação, no fim do mês passado, foram apreendidas 15 toneladas de equipamentos e 55 quilos de alimentos impróprios para consumo.
Para o prefeito Eduardo Cavaliere, o comércio ilegal na orla faz parte de uma atividade econômica estruturada, que movimenta recursos significativos para organizações criminosas.
"Estamos falando de uma atividade econômica ilegal que, em larga escala, gera muita receita para o crime. Não se trata apenas de um vendedor ambulante ou de uma ação isolada. Existe escala, padronização e uma logística de distribuição bem definida", afirmou.
O Programa Tolerância Zero foi lançado em 16 de julho. No primeiro fim de semana de operação, 153 ambulantes foram abordados ao longo dos oito quilômetros da orla monitorada.
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Programa Tolerância Zero fiscaliza orla da Zona Sul do Rio