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A Polícia Civil do RJ prendeu 2 homens pelo envolvimento no incêndio de uma viatura do programa Rio Mais Seguro, da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), em Copacabana, na Zona Sul do Rio. Segundo as investigações, o ataque foi uma…
G1 — Brasil · 2026-08-03T12:33:25.000Z
A Polícia Civil do RJ prendeu 2 homens pelo envolvimento no incêndio de uma viatura do programa Rio Mais Seguro, da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), em Copacabana, na Zona Sul do Rio. Segundo as investigações, o ataque foi uma represália às ações de fiscalização da Operação Tolerância Zero, realizada pela Prefeitura do Rio contra o comércio irregular na orla.
O principal suspeito de executar o crime, Juan do Nascimento Silva, foi preso uma semana após o ataque e confessou à polícia ter ateado fogo no veículo. Alexsandro Cosmo Nunes, apontado como responsável por levar Juan até o local do crime, foi preso no dia seguinte.
Um terceiro investigado, Fernando dos Santos Feliciano, conhecido como "Gordinho", é considerado o mentor da ação e segue foragido. O incêndio aconteceu no dia 23 de julho, na Rua Hilário de Gouveia.
As investigações analisaram imagens de câmeras de monitoramento da região e identificaram um grupo de 5 homens deixando a comunidade Pavão-Pavãozinho em bicicletas elétricas momentos antes do ataque.
Segundo a polícia, Juan desceu da bicicleta em frente ao local onde a viatura estava estacionada e aguardou a saída de uma van da Guarda Municipal para agir. Em seguida, utilizou uma garrafa com líquido inflamável, com características de querosene, para iniciar o incêndio. Após a ação, fugiu pela Avenida Atlântica.
As imagens também mostram que, durante a fuga, o homem trocou de roupa para tentar despistar os investigadores. Ele vestia roupas escuras no momento do ataque e depois passou a usar uma camiseta colorida.
Confessou o crime e disse que ganhou R$ 50
Carro da Seop foi atacado em Copacabana, na Zona Sul do Rio
Em depoimento, Juan afirmou que recebeu R$ 50 para cometer o crime. Segundo ele, o dinheiro foi pago por Fernando, apontado pela investigação como mentor intelectual do atentado. Ainda de acordo com o suspeito, Fernando forneceu o combustível utilizado no incêndio e orientou como a ação deveria ser executada.
Juan também relatou aos investigadores que foi levado até o local por Alexsandro. Com base nas informações obtidas durante o interrogatório e no material reunido pela investigação, a Justiça expediu mandados de prisão temporária contra os três envolvidos.
Alexsandro foi localizado e preso no dia 31 de julho, na Praia de Copacabana. Já Fernando continua sendo procurado pela polícia.
De acordo com a investigação, o grupo planejava realizar novos ataques em reação às operações da prefeitura na orla da Zona Sul.
O delegado Ângelo Lages, titular da 12ª DP, afirmou que as imagens mostram que parte dos envolvidos participou, após o ataque, de uma manifestação contra a Operação Tolerância Zero. Ele ressaltou, no entanto, que o direito de manifestação deve ser exercido dentro da legalidade.
"Existe o direito constitucional de se manifestar. Ele é livre, mas deve ser exercido dentro dos ditames legais, dentro do que preconiza a legislação, de forma ordeira, não sendo admitido qualquer ato de vandalismo ou depredação contra o patrimônio público ou privado", disse o delegado.
Carro da Prefeitura do Rio é alvo de ataque em Copacabana
Os presos vão responder, inicialmente, por dano qualificado ao patrimônio público e associação criminosa.
A TV Globo não conseguiu localizar as defesas de Juan e de Alexsandro. A polícia segue realizando diligências para localizar Fernando dos Santos Feliciano.
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