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Justiça de Minas Gerais aceita o pedido de recuperação judicial do Grupo Saritur; dívida chega a R$ 959 milhões.
G1 — Brasil · 2026-08-03T13:47:30.000Z
Justiça de Minas Gerais aceita o pedido de recuperação judicial do Grupo Saritur; dívida chega a R$ 959 milhões.
A Justiça de Minas Gerais aceitou o pedido de recuperação judicial do Grupo Saritur, um dos maiores conglomerados de transporte de passageiros do estado. A decisão foi assinada pela juíza Claudia Helena Batista, da 1ª Vara Empresarial de Belo Horizonte, e abrange mais de 40 empresas do grupo, entre elas Autotrans, Transnorte e Viação Jardins.
Segundo o processo, o passivo do grupo é de R$ 959.753.597. Com a recuperação judicial, as empresas passam a contar com mecanismos previstos na legislação para renegociar as dívidas e manter as operações enquanto apresentam um plano para reorganizar as finanças.
O que é a recuperação judicial
A recuperação judicial permite que empresas em crise negociem dívidas e mantenham as operações enquanto buscam reequilibrar as finanças e evitar a falência (veja o infográfico abaixo).
Lara Bernardino - g1 Artes
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Crise após a pandemia
No pedido encaminhado à Justiça, o Grupo Saritur atribui a crise financeira aos impactos da pandemia de Covid-19, que reduziu o número de passageiros, ao aumento dos custos operacionais — como combustível, pneus e peças de manutenção — e à recuperação lenta da demanda pelo transporte coletivo.
Medidas determinadas pela Justiça
A decisão determina a suspensão, por 180 dias, das ações e execuções movidas contra as empresas do grupo, período conhecido como stay period.
A magistrada também proibiu a apreensão de ônibus, chassis, garagens, oficinas e outros bens considerados essenciais para a prestação do serviço. Segundo a decisão, a medida busca evitar a interrupção do transporte de passageiros durante o processo de recuperação.
Outro ponto previsto é que os valores recebidos pelas empresas com a operação do transporte sejam depositados diretamente em suas contas, garantindo recursos para despesas consideradas essenciais, como pagamento de salários, compra de combustível e manutenção da frota.
O Grupo Saritur terá 60 dias para apresentar à Justiça um plano de recuperação judicial, detalhando como pretende reorganizar as finanças e quitar as dívidas. O documento será analisado pelos credores, que poderão aprová-lo ou rejeitá-lo. Caso o plano não seja apresentado no prazo ou seja recusado, a recuperação judicial poderá ser convertida em falência.
Uma administradora judicial foi nomeada para acompanhar o processo, fiscalizar o cumprimento das determinações da Justiça e atuar como representante dos credores.
Para os passageiros, a expectativa é de que o transporte continue funcionando normalmente durante a tramitação da recuperação judicial, já que a manutenção do serviço foi um dos principais fundamentos considerados pela Justiça ao conceder o pedido.
O g1 entrou em contato com a empresa Saritur e aguarda retorno.
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