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Brasil bate recorde na produção de petróleo em junho, diz ANP

Uma vista de drone mostra uma plataforma de petróleo offshore na Baía de Guanabara, em Niterói, no estado do Rio de Janeiro.

G1 — Brasil · 2026-08-03T13:42:54.000Z

Uma vista de drone mostra uma plataforma de petróleo offshore na Baía de Guanabara, em Niterói, no estado do Rio de Janeiro.

Pilar Olivares / Reuters

O Brasil bateu um novo recorde na produção de petróleo em junho, informou a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) nesta segunda-feira (3), em um momento de forte volatilidade nos preços da commodity no mercado internacional.

Segundo a ANP, a produção de petróleo alcançou 4,475 milhões de barris ao dia (bpd) em junho. O volume representa uma alta de 4% em relação a maio e de 19,1% na comparação com o mesmo período do ano passado. A marca supera o recorde anterior, registrado em abril, quando o país produziu 4,340 milhões de barris por dia.

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Ainda segundo a ANP, o pré-sal foi o principal responsável pelo resultado, com produção de 3,699 milhões de barris por dia no período.

O recorde ocorre em um momento de grande atenção do mercado ao setor petrolífero. Nos últimos meses, os preços internacionais do petróleo oscilaram fortemente em razão das tensões no Oriente Médio e das preocupações com possíveis impactos sobre a oferta global da commodity.

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Preço do petróleo no mercado internacional

Os preços do petróleo vêm registrando forte volatilidade nos últimos meses, influenciados principalmente pelas tensões entre Estados Unidos, Israel e Irã.

O conflito levou ao fechamento do Estreito de Ormuz por um período prolongado, aumentando as preocupações sobre o abastecimento global de petróleo. A passagem marítima é considerada estratégica para o mercado de energia, já que responde por cerca de 20% do comércio mundial da commodity.

Em meio aos temores sobre a oferta global, o petróleo chegou a superar os US$ 100 por barril. Posteriormente, as cotações recuaram para a faixa entre US$ 70 e US$ 80 diante de sinais de negociação entre os países envolvidos.

No fim de semana, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que suspenderia um novo ataque ao Irã caso um acordo fosse alcançado rapidamente para interromper o programa nuclear iraniano e permitir a reabertura do Estreito de Ormuz.

O governo iraniano, porém, negou ter solicitado uma suspensão das ações militares norte-americanas, contrariando a versão apresentada por Trump.

Citando autoridades militares, a agência iraniana Mehr afirmou que a declaração de Trump "não passava de uma nova mentira" e que as Forças Armadas do país permaneciam "em alerta máximo e prontas para qualquer eventualidade" diante da possibilidade de novos ataques dos Estados Unidos.

Apesar das divergências entre as partes, a perspectiva de novas negociações e a possível reabertura do Estreito de Ormuz aumentaram o otimismo dos investidores e pressionaram os preços do petróleo para baixo no mercado internacional.

Perto das 10h50, o barril do Brent, referência internacional, tinha uma queda de 5,79%, cotado a US$ 82,84, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, caía 7,23%, a US$ 78,55 o barril.

*Com informações da agência de notícias Reuters.

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