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Coreias do Sul e do Norte enfrentam onda de calor recorde

Coreia do Norte enfrenta onda de calor recorde e norte-coreanos lotam praias

G1 — Brasil · 2026-08-03T13:36:16.000Z

Coreia do Norte enfrenta onda de calor recorde e norte-coreanos lotam praias

Uma onda de calor recorde está atingindo a península coreana, elevando as temperaturas na Coreia do Sul e na Coreia do Norte, enquanto as autoridades ampliam as medidas de emergência e os moradores buscam alívio em praias e parques aquáticos.

Nesta segunda-feira (3), a mídia estatal norte-coreana relatou temperaturas próximas a 40ºC em algumas partes do país e informou que os alertas de calor permanecerão em vigor durante toda a semana.

"Até 9 de agosto, a maior parte das áreas ao sul da região central, bem como algumas regiões do norte, devem experimentar um clima quente e úmido, com umidade relativa média diária acima de 70% e máximas diurnas de 33 a 35 graus Celsius", disse o apresentador do noticiário da KRT.

Imagens também mostraram norte-coreanos lotando os parques aquáticos da capital, Pyongyang, em uma tentativa de escapar das temperaturas sufocantes.

Já na Coreia do Sul, a Administração Meteorológica da Coreia (KMA) emitiu seu primeiro alerta de onda de calor severa para partes da capital, Seul, e da província vizinha de Gyeonggi, e informou que a cidade Yangsan registrou 42,5°C neste domingo (2), a temperatura mais alta já registrada em 122 anos de observações meteorológicas.

Os distritos de Seul ampliaram os abrigos com sistema de resfriamento e distribuíram água e guarda-sóis gratuitamente, enquanto Yangsan intensificou as operações de pulverização de água e a distribuição de água.

Um menino brinca na água para se refrescar no riacho Cheonggye durante um alerta de onda de calor em Seul, Coreia do Sul

No riacho Cheonggyecheon, em Seul, onde a cidade realiza um festival aquático de verão com áreas temporárias para brincar na água e espaços para se refrescar, famílias buscavam alívio do calor.

"Quarenta graus não era uma temperatura que costumávamos ver na Coreia, mas agora parece que vemos isso o tempo todo", disse Park Jin-woo, de 39 anos, que levou os filhos para se refrescarem. ""Esta crise climática tornou-se algo que os cidadãos podem sentir na própria pele", acrescentou Lee Jub-young, de 43 anos.

A primeira-ministra sul-coreana, Han Seong-sook ordenou que ministérios e governos locais mobilizem todos os recursos disponíveis para responder aos riscos de ondas de calor e secas, após o governo elevar o alerta de resposta a ondas de calor para o segundo nível mais alto, liberando financiamento para ações de socorro e inspeções mais frequentes nas áreas afetadas.

Boa parte do hemisfério norte vêm enfrentando ondas de calor e temperaturas recorde desde o começo do verão, em junho.

Espanha e França sofreram recentemente com enormes incêndios florestais causados pelo calor intenso. Agora, quem luta contra as chamas é a Grécia e a região de Washington, nos Estados Unidos.

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