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Sobrevivente de ataque a tiros em Juruti é transferida para Belém; autor do crime já havia sido preso por violência doméstica

Após atirar nas vítimas, Willame de Lira Lopes, atirou na própria cabeça em Juruti

G1 — Brasil · 2026-08-03T14:18:09.000Z

Após atirar nas vítimas, Willame de Lira Lopes, atirou na própria cabeça em Juruti

A única sobrevivente do ataque a tiros que deixou três mortos no município de Juruti, no oeste do Pará, foi transferida em estado grave para um hospital em Belém. Francenilda Santos já passou por cirurgia. Ela segue internada e está em recuperação. A vítima foi baleada durante o crime ocorrido na noite da última sexta-feira (31). O autor dos disparos, o vigilante Willame de Lira Lopes, havia sido preso por violência doméstica menos de um mês antes da tragédia, mas respondia ao processo em liberdade após ter a prisão preventiva revogada pela Justiça.

A transferência de Francenilda ocorreu devido à gravidade do quadro clínico.

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Segundo a Polícia Militar, Willame de Lira Lopes, de 35 anos, invadiu a residência da ex-companheira, Frandeilza de Sousa dos Santos, e abriu fogo contra as pessoas que estavam no imóvel. O atual companheiro dela, Wellington Sousa dos Reis, morreu no local. Em seguida, o vigilante atirou contra Frandeilza e contra a filha do casal, Maria Luz de Sousa Lopes, de 10 anos. A bala atingiu a cabeça da criança que chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos. Após o ataque, Willame tirou a própria vida com um disparo na cabeça.

Segundo investigação da Polícia Civil, o atirador usou a arma do trabalho para cometer o crime. A empresa disse que ele pegou o equipamento sem autorização.

A polícia informou ainda que suspeito havia sido preso em flagrante no dia 3 de julho por lesão corporal no contexto de violência doméstica. Naquela ocasião, ele foi acusado de agredir a então companheira, ameaçá-la com uma faca e impedir que ela pedisse ajuda.

Durante a audiência de custódia, Willame teve a prisão em flagrante foi convertida em preventiva.

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Ainda segundo a polícia, uma semana depois, em 10 de julho, a Justiça revogou a prisão preventiva e concedeu liberdade ao acusado mediante o cumprimento de medidas cautelares.

Ele não podia manter contato ou se aproximar da vítima, e de frequentar locais por ela habitualmente utilizados, além da restrição para portar arma de fogo, exceto durante o expediente de trabalho e sob supervisão da empresa.

As investigações continuam.

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