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Auxiliar de Flávio Bolsonaro para área econômica propõe cortes equivalentes a 1,5% do PIB

Daniella Marques, integrante da equipe econômica do plano de governo de Flávio Bolsonaro, durante entrevista ao programa Radar, da GloboNews, nesta segunda-feira (3)

G1 — Política · 2026-08-03T14:34:54.000Z

Daniella Marques, integrante da equipe econômica do plano de governo de Flávio Bolsonaro, durante entrevista ao programa Radar, da GloboNews, nesta segunda-feira (3)

Auxiliar de Flávio Bolsonaro (PL) para a área econômica, Daniella Marques disse nesta segunda-feira (3) que o plano do candidato do PL a presidente prevê cortar gastos equivalentes a 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB), rever o arcabouço fiscal e enxugar a estrutura do governo.

“O Brasil precisa, antes de qualquer corte, recuperar a credibilidade”, disse Daniella em entrevista ao Radar GloboNews.

Segundo Daniella, o plano tem quatro etapas: criar um Conselho Superior de Governança Fiscal; rever o arcabouço para controlar a trajetória da dívida em relação ao PIB; promover o corte de 1,5%; e realizar um “choque de gestão”, com redução e modernização da estrutura administrativa.

Questionada sobre como pretende alcançar o corte, Daniella citou a securitização da dívida ativa, a criação de um fundo imobiliário com imóveis da União, a antecipação de royalties, a revisão das estatais dependentes e a ampliação de concessões e parcerias público-privadas.

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Daniella estimou que a securitização, que permite antecipar o recebimento de dívidas devidas ao governo, poderia gerar de R$ 200 bilhões a R$ 400 bilhões. Ela também defendeu a exploração econômica de parte dos mais de 700 mil imóveis que, segundo ela, pertencem à União.

“A gente vai fazer um fundo imobiliário para conseguir monetizar parte desses ativos”, disse. “Por fim, [vamos] fortalecer a segurança jurídica e encurtar caminhos com um amplo programa de concessões e parcerias público-privadas.”

Ao defender a revisão das estatais, Daniella citou os Correios, que fecharam 2025 com prejuízo de R$ 8,5 bilhões, segundo balanço divulgado pela empresa.

Ela, porém, não detalhou quanto cada medida contribuiria para o corte de 1,5% do PIB nem quais despesas permanentes seriam reduzidas.

Daniella é cotada para ser vice na chapa de Flávio Bolsonaro. Questionada sobre o assunto, disse ser "uma honra ter o nome lembrado". O candidato ainda não definiu que estará na vice dele.

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