ITATIBA1

Conselho da Paz, de Trump, pressiona Israel a interromper ataques na Faixa de Gaza

Trump comemora acordo de paz para Gaza, mas Israel e Hamas impõem barreiras à proposta

G1 — Mundo · 2026-08-03T19:47:38.000Z

Trump comemora acordo de paz para Gaza, mas Israel e Hamas impõem barreiras à proposta

O Conselho da Paz, criado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu que Israel interrompa os ataques na Faixa de Gaza. O assunto foi tratado em uma reunião realizada nesta segunda-feira (3) com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp

Na semana passada, Trump anunciou um acordo com o grupo terrorista Hamas para que a facção seja completamente desarmada. A medida abriria caminho para a instalação de um governo técnico na Faixa de Gaza. O Hamas confirmou ter aceitado os termos.

Mesmo assim, Israel intensificou os ataques em Gaza nos últimos dias. Segundo autoridades locais, 17 pessoas foram mortas entre a noite de sábado (1º) e o domingo (2).

Duas fontes ouvidas pela Associated Press afirmaram que o alto representante do Conselho da Paz para Gaza, Nikolay Mladenov, pressionou Netanyahu a suspender os bombardeios.

Mladenov e assessores defendem que Israel interrompa os ataques para viabilizar a implementação do acordo de desarmamento do Hamas.

Em nota, o Conselho da Paz informou que Mladenov teve conversas "construtivas e detalhadas" com Netanyahu e integrantes do governo.

"O objetivo é claro e não está em questão: o descomissionamento completo das armas na Faixa e a transição de um governo baseado no uso das armas para uma administração civil", afirmou o comunicado.

Mulher palestina em meio aos escombros de um local atacado por Israel em 29 de julho de 2026

REUTERS/Dawoud Abu Alkas

O acordo com o Hamas faz parte de um cessar-fogo mais amplo alcançado no ano passado e prevê que Israel interrompa as operações militares na Faixa de Gaza.

Após a divulgação do acordo, Israel afirmou ter "sérias preocupações de segurança" e disse que compartilhou essas preocupações com os Estados Unidos.

A guerra começou em outubro de 2023, quando terroristas do Hamas atacaram o sul de Israel, matando cerca de 1.200 pessoas e fazendo outras 251 como reféns.

Desde então, a ofensiva militar israelense em Gaza matou 73.375 pessoas, segundo o Ministério da Saúde de Gaza. Os números não diferenciam civis de combatentes, mas são considerados, em geral, confiáveis pela Organização das Nações Unidas (ONU) e por outras organizações internacionais.

Banco diz que fechou contas de Trump por suspeita de lavagem de dinheiro

Veja o trecho da entrevista em que Milei faz novos ataques a Lula: 'Ele é um ladrão'

VÍDEO mostra fazendeira espanhola reencontrando burrinhos após incêndio devastador

VÍDEOS: agora no g1

Agora no g1

Leia no Itatiba1 →