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Vereador Ewerton 'Inha' de Lissa Souza, de Ferraz de Vasconcelos
G1 — Brasil · 2026-08-03T19:47:10.000Z
Vereador Ewerton 'Inha' de Lissa Souza, de Ferraz de Vasconcelos
O vereador Ewerton "Inha" de Lissa Souza (Podemos) foi autorizado pela Justiça a retomar o mandato na Câmara de Ferraz de Vasconcelos após o fim do afastamento cautelar de 180 dias determinado durante as investigações da Operação TAC, do Ministério Público de São Paulo (MPSP). A decisão foi divulgada nesta sexta-feira (31).
🔎 O vereador foi afastado após ser apontado como um dos investigados na operação TAC, do MPSP, que apura o desvio de R$ 24 milhões dos cofres públicos de Ferraz de Vasconcelos (confira mais abaixo).
Segundo a Câmara Municipal, a volta é imediata e o parlamentar poderá participar da primeira sessão ordinária deste semestre, nesta segunda-feira (3), às 17h. Nenhum suplente foi convocado durante o período em que Inha ficou afastado.
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Segundo o MPSP, com o fim do prazo da suspensão, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) concordou em substituir o afastamento por outras medidas cautelares. Caso o vereador descumpra essas determinações, a prisão preventiva poderá ser decretada.
O g1 perguntou ao MPSP quais são as medidas cautelares, mas não recebeu resposta até a última atualização desta reportagem.
As medidas foram determinadas no âmbito do Procedimento Investigatório Criminal (PIC). Segundo o MPSP, a investigação continua e aguarda a extração dos dados dos celulares, computadores e demais dispositivos eletrônicos apreendidos.
Operação do MP cumpre mandados em Ferraz de Vasconcelos
Pelo menos R$ 24 milhões foram desviados dos cofres públicos de Ferraz de Vasconcelos, segundo investigação do Ministério Público de São Paulo (MPSP).
O MPSP apontou que o esquema envolve o vice-prefeito de Ferraz de Vasconcelos, Daniel Balke; o secretário da Fazenda, Pedro Paulo Teixeira Júnior; o coordenador executivo da Secretaria do Meio Ambiente, Moacyr Alves de Souza; o vereador Ewerton "Inha" de Lissa Souza; o ex-vereador Flávio "Inha" Batista de Souza; além de servidores e empresários.
Segundo o Ministério Público, servidores, políticos e empresários teriam atuado para firmar dois Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) em troca de propina. De acordo com a investigação, os acordos previam a suspensão de certidões de dívida ativa de uma empresa, relacionadas a infrações ambientais, e a desistência de ações judiciais movidas pelo município.