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Paciente é preso após discriminar médico em SC e querer ser atendido por 'brasileiro, branco e cristão'

UPA de Caçador

G1 — Brasil · 2026-08-03T23:31:49.000Z

UPA de Caçador

Prefeitura de Caçador/Divulgação

Um paciente de 47 anos foi preso em flagrante por racismo e injúria racial após ofender um médico venezuelano e judeu em Caçador, no Oeste de Santa Catarina. O homem também declarou que queria ser atendido por um "brasileiro, branco e cristão", de acordo com a Polícia Militar.

A Prefeitura de Caçador publicou uma nota de repúdio prestando solidariedade ao servidor alvo das ofensas (leia a nota completa no final da reportagem).

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Os crimes ocorreram na noite de sábado (1º) na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Caçador. A Polícia Militar foi chamada.

No local, o médico relatou que, durante o atendimento ao paciente, foi alvo de ofensas relacionadas à nacionalidade e religião.

Disse que o homem demonstrou descontentamento em ser atendido por um estrangeiro e fez declarações discriminatórias, dizendo que queria um médico "brasileiro, branco e cristão". As ofensas foram presenciadas por uma aluna de medicina que acompanhava a consulta.

O paciente, no entanto, negou ter feito declarações discriminatórias e disse que apenas questionou a religião do médico.

Diante das versões, a PM encaminhou o homem e o profissional para a delegacia. No entanto, a corporação relatou que o paciente, durante o trajeto, fez ofensas relacionadas à religião do médico, o que reforçou os indícios de crime.

O delegado Diogo Galvão, que fez o flagrante, informou que o paciente foi preso em flagrante por dois crimes:

injúria racial - pelas ofensas em razão da religião do médico

racismo - pelas ofensas relacionadas à nacionalidade do médico

O que diz a prefeitura

Confira abaixo a nota de repúdio da prefeitura.

A Prefeitura de Caçador manifesta seu mais absoluto repúdio a qualquer ato de racismo, discriminação ou preconceito, reafirmando seu compromisso inegociável com o respeito à dignidade humana, à igualdade e aos direitos de todos os cidadãos.

Diante do episódio registrado na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), a Administração Municipal presta total apoio e solidariedade ao servidor vítima das ofensas, estendendo esse reconhecimento a todos os profissionais que diariamente exercem suas funções com ética, dedicação e respeito à população.

A Prefeitura reforça que o racismo é crime, conforme prevê a legislação brasileira, e não será tolerado em nenhuma unidade pública ou em qualquer ambiente da Administração Municipal. Toda manifestação dessa natureza será tratada com o máximo rigor, sendo adotadas todas as providências administrativas e legais cabíveis.

O caso foi imediatamente encaminhado à Polícia Civil, responsável pela condução da investigação e pela adoção das medidas previstas em lei.

A Prefeitura de Caçador reafirma seu compromisso com a construção de um serviço público pautado pelo respeito, pela inclusão e pela valorização das pessoas, assegurando um ambiente seguro, acolhedor e livre de qualquer forma de discriminação para servidores e cidadãos.

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