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Uefa mantém pressão por saída de Infantino da presidência da Fifa

Gianni Infantino, presidente da Fifa, desiste de criar empresa com capital privado para gerenciar a Copa do Mundo

ge — Futebol · 2026-08-04T09:00:22.000Z

Gianni Infantino, presidente da Fifa, desiste de criar empresa com capital privado para gerenciar a Copa do Mundo

A desistência do plano de vender ações dos torneios da Fifa para investidores privados não foi suficiente para encerrar a crise entre o presidente da entidade, Gianni Infantino, e a Uefa. A pressão europeia, agora, é pela saída do dirigente do cargo mais importante do futebol mundial.

Eleito presidente da Fifa em 2016, Infantino não teve dificuldade para chegar ao terceiro mandato, sendo reeleito duas vezes por aclamação, em 2019 e 2023. No entanto, a busca por um quarto mandato, que caminhava para ser novamente tranquila, ganhou novos contornos depois da revelação, pela imprensa inglesa, do projeto de criação de uma empresa para operar comercialmente suas competições.

Gianni Infantino, presidente da Fifa

Primeira a se manifestar contrária ao plano de Infantino, a Uefa ameaçou boicotar as competições da Fifa, incluindo a Copa do Mundo. Agora, mesmo com o fim do projeto, o futebol europeu mantém a pressão pela saída de Infantino, talvez antes até da eleição marcada para março de 2027.

Presidente da Uefa, o esloveno Aleksander Ceferin busca o apoio da Associação de Clubes Europeus (ECA, na sigla em inglês), que reúne mais de 850 times do continente, para um possível boicote à Copa do Mundo de Clubes. O primeiro passo seria uma reunião com Nasser Al-Khelaifi, presidente do Paris Saint-Germain e da Associação Europeia de Clubes (ECA, na sigla em inglês), entidade que reúne mais de 850 times da Europa. O encontro, segundo o site inglês "talkSport", pode acontecer no dia 12 de agosto, em Salzburg, na Áustria, quando o PSG vai enfrentar o Aston Villa pela Supercopa da Uefa.

Mesmo que se mantenha no cargo em busca do quarto mandato, Infantino começa a ver ruir um apoio dado como certo para a reeleição. Pelo menos cinco federações nacionais filiadas à Uefa - País de Gales, Escócia, Finlândia, Suíça e Sérvia - já retiraram oficialmente o apoio dado à continuidade de Infantino na presidência da Fifa. Caminho que, segundo a imprensa britânica, deve ser seguido pela Federação Inglesa.

Segundo reportagem do jornal espanhol "Mundo Deportivo", um caminho possível para encerrar prematuramente o atual mandato de Infantino é através do Conselho da Fifa, que poderia forçar uma renúncia em uma eventual reunião de emergência, que pode ser convocada se houver solicitação de 19 dos 37 membros. A Uefa, principal opositora de Infantino, conta com nove cadeiras no Conselho. Concacaf, com cinco, e Confederação Asiática de Futebol (CAF), com sete, são as outras entidades continentais que se opuseram formalmente ao plano de venda de ações da Fifa, origem da atual crise. Juntas, as três confederações somam 21 assentos no Conselho, mais do que o número necessário para convocar uma reunião de emergência.

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