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Motociclista morre após ser atingido por linha chilena em Duque de Caxias

A linha chilena é considerada ainda mais perigosa do que o cerol por conter uma mistura de cola com partículas cortantes

G1 — Brasil · 2026-08-04T09:57:35.000Z

A linha chilena é considerada ainda mais perigosa do que o cerol por conter uma mistura de cola com partículas cortantes

Um motociclista morreu após ser atingido no pescoço por uma linha chilena na noite deste domingo (2), na Rodovia Rio-Magé (BR-116), em Saracuruna, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

Segundo testemunhas, a vítima seguia de moto no sentido Rio de Janeiro quando foi atingida pelo objeto. O homem não utilizava antena de proteção no guidão e sofreu um ferimento grave no pescoço, perdendo o controle do veículo e caindo na pista. A vítima morreu ainda no local antes da chegada do socorro médico.

Uma segunda vítima também se feriu e foi socorrida em estado grave pelas equipes de resgate e encaminhada ao Hospital Municipal Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias.

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De acordo com a concessionária Ecovias RioMinas, o acidente foi registrado por volta das 18h, no km 147 da BR-116, sentido Sul.

Uso de linha chilena é crime

O uso, a fabricação e a comercialização de linhas cortantes, como a linha chilena e o cerol, são proibidos no estado do Rio de Janeiro. A linha chilena é considerada ainda mais perigosa do que o cerol por conter uma mistura de cola com partículas cortantes, capaz de provocar ferimentos graves e até mortes.

Dados do programa Linha Verde, do Disque Denúncia, mostram que, nos últimos 13 anos, foram registrados 5.765 alertas relacionados ao uso, fabricação e venda de cerol e linha chilena em todo o estado.

Somente em 2026, já foram contabilizadas 554 denúncias. A cidade do Rio de Janeiro concentra a maior parte dos registros, com 403 ocorrências. O bairro de Piedade, na Zona Norte, lidera o ranking de notificações na capital.

O bairro de Piedade, na Zona Norte, lidera o ranking de notificações na capital de uso de linha chilena

🔎 Informações que possam ajudar a identificar responsáveis pela fabricação ou comercialização de linhas cortantes podem ser repassadas de forma anônima ao Linha Verde, pelos telefones (21) 2253-1177 e 0300 253 1177.

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