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Tribunal de Justiça suspende investigação do MP sobre suspeita de venda de cargos contra presidente da Câmara de Curitiba Tico Kuzma

TJ suspende investigação contra Tico Kuzma em Curitiba

G1 — Brasil · 2026-08-04T12:19:34.000Z

TJ suspende investigação contra Tico Kuzma em Curitiba

O Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) suspendeu, em decisão liminar, a investigação do Ministério Público do Paraná (MP-PR) que apura suspeitas de venda de cargos públicos e prática de "rachadinha" envolvendo o presidente da Câmara Municipal de Curitiba, Tico Kuzma (PSD). O processo tramita em segredo de Justiça.

O anúncio da suspensão foi feito pelo próprio vereador durante a sessão plenária de segunda-feira (3). Segundo Kuzma, a decisão foi proferida em 7 de julho.

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Em junho, o presidente da Câmara foi alvo de uma operação deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). A investigação, iniciada a partir de uma denúncia anônima apresentada em 2024, apura suspeitas de que o vereador teria cobrado cerca de R$ 3 mil para indicar pessoas a cargos na Prefeitura de Curitiba e exigido, posteriormente, parte dos salários desses servidores.

🔍 "Rachadinha" é um termo popular para o esquema ilegal no qual um político exige a devolução de parte ou da totalidade dos salários dos assessores e funcionários comissionados.

Segundo Kuzma, a liminar do TJ-PR suspendeu a apuração do MP-PR após o entendimento de que não foram encontrados indícios que comprovassem a denúncia. O vereador afirmou que prestou todos os esclarecimentos solicitados e permanece à disposição da Justiça.

Vereador Tico Kuzma foi alvo de operação feita pelo Gaeco

Rodrigo Fonseca/Divulgação/Câmara de Curitiba

Kuzma disse ainda que optou por não comentar o caso anteriormente em razão do segredo de Justiça.

“Hoje, faço este esclarecimento porque considero que a população de Curitiba, meus colegas vereadores e todos que acompanham o trabalho desta Casa têm o direito de conhecer esses fatos”, declarou.

Em nota, o MP-PR informou que só irá se manifestar após a decisão de mérito do Tribunal. Os autos permanecem sob sigilo.

O Tribunal de Justiça também informou que não pode fornecer informações sobre o caso devido ao segredo de Justiça.

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A operação foi deflagrada pelo Gaeco em junho para investigar suspeitas de venda de cargos públicos e prática de "rachadinha".

Ao todo, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão. Vereadores da base têm direito à indicação de nomes para ocupar cargos públicos na prefeitura, o que é o caso de Kuzma.

As investigações, que começaram há cerca de um ano, apontaram que o vereador teria cobrado cerca de R$ 3 mil para indicar nomes para a ocupação desses cargos. Além disso, conforme o Gaeco, o vereador teria cobrado uma contrapartida de parte do salário desses servidores.

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