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Adolescente desaparece após sair de casa sem que os pais percebessem, em Goiânia

Raphaela Giovana Ferreira dos Santos mora com a família e foi vista pela última vez na noite de sexta-feira (31), no Parque Industrial João Braz.

G1 — Brasil · 2026-08-04T13:01:53.000Z

Raphaela Giovana Ferreira dos Santos mora com a família e foi vista pela última vez na noite de sexta-feira (31), no Parque Industrial João Braz.

Uma adolescente de 15 anos desapareceu após sair de casa sem que os pais percebessem, no bairro Parque Industrial João Braz, na região oeste de Goiânia. Raphaela Giovana Ferreira dos Santos mora com a família e foi vista pela última vez na noite de sexta-feira (31). Segundo a mãe, Geandra Ferreira de Paiva, a jovem está há quatro dias sem dar notícias.

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Em entrevista ao g1, Geandra, que é vigilante patrimonial, contou que a última vez que viu a filha foi antes de dormir. Ela disse que a televisão do quarto da adolescente permanecia ligada e acreditou que Raphaela continuava no cômodo. Na manhã de sábado (1º), ao abrir a porta do quarto para chamá-la, percebeu que a filha já não estava em casa.

"Ela esquentou a janta, jantou, meu esposo também jantou e deitou cedo. A gente pegou no sono porque os dias são cansativos. Eu não escutei ela saindo. A televisão dela estava ligada, ela com o celularzinho dela lá no quarto", contou.

A mãe relatou que só percebeu o desaparecimento quando foi acordar a filha para irem à feira.

"Eu só fui dar falta dela no sábado de manhã, quando fui chamar ela para ir à feira. Do meu quarto mesmo eu gritava: 'Raphaela, bora pra feira!'. Empurrei a porta do quarto dela e cadê a menina? Já me gelei. Saí aqui fora porque ela tem três gatinhas. Pensei que ela estivesse lá com elas, porque ela é apaixonada pelas gatas. Mas não estava", disse.

Segundo Geandra, Raphaela saiu levando as chaves da casa e o celular. A mãe informou ainda que a adolescente possui diagnósticos de Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) e Transtorno Opositor Desafiador (TOD), conforme relatório médico. A família aguarda a emissão do laudo definitivo. Raphaela faz acompanhamento psiquiátrico no Centro de Atenção Psicossocial (Caps), mas, segundo a mãe, tem apresentado resistência em comparecer às consultas.

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Adolescente já foi resgatada após oito dias em cárcere privado

Segundo Geandra, esta não é a primeira vez que a filha desaparece. No início deste ano, Raphaela ficou desaparecida por oito dias e foi encontrada após conseguir pedir ajuda por meio de uma televisão conectada à internet. Ela acessou uma rede social e enviou uma mensagem para uma amiga, que avisou a família. Um homem de 37 anos foi preso suspeito de mantê-la em cárcere privado.

"Da última vez que ela fugiu, ficou desaparecida oito dias. Só foi encontrada porque pediu ajuda pelo Instagram para uma amiguinha, que entrou em contato com a gente. O homem que pegou ela na rua levou para o Jardim Botânico e deixou ela em cárcere privado", contou a mãe.

Adolescente é resgatada de cárcere privado após usar TV conectada à internet para pedir socorro

Geandra afirmou que a filha foi encontrada em condições precárias.

"Quase morta, sem comer. Na casa não tinha nada. Era uma casa horrorosa, um mocó. Ele deixou ela lá à míngua, sem água e sem comida", relatou.

Mãe estranhou comportamento da filha antes do desaparecimento

Geandra descreveu a sexta-feira em que a filha desapareceu como um dia diferente da rotina da família. Ela permaneceu em casa porque estava com uma forte dor de cabeça e não foi trabalhar. Mesmo passando mal, saiu para comprar carne para o almoço, que foi preparado pela própria Raphaela.

"Ela cozinha. Fez o almoço e a gente almoçou. Só que, quando o trem é pra acontecer, acontece. Eu estranhei porque ela estava arrumando muito o cabelo, passando maquiagem... Mas como eu tomei remédio", relembrou.

Ao longo do dia, a mãe percebeu que a adolescente passou bastante tempo se maquiando e arrumando o cabelo, algo que chamou sua atenção. À noite, após o jantar, a família foi dormir mais cedo. Como havia tomado um medicamento para aliviar a dor, Geandra disse que dormiu profundamente e não ouviu quando Raphaela saiu de casa. A última lembrança que tem da filha naquela noite é dela no quarto, com a televisão ligada e usando o celular

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