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'O partido não tem tempo de televisão, não tem fundo, não tem nada', diz presidente do DC após Joaquim Barbosa desistir de candidatura a presidente

Joaquim Barbosa e Clariana Barão, escolhida pelo DC para disputar a Presidência após a desistência do ex-ministro

G1 — Política · 2026-08-04T15:16:56.000Z

Joaquim Barbosa e Clariana Barão, escolhida pelo DC para disputar a Presidência após a desistência do ex-ministro

Ed Ferreira/Estadão Conteúdo e Reprodução/Facebook

O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa condicionou a candidatura dele à Presidência da República pelo Democracia Cristã (DC) à existência de uma estrutura mínima de campanha, segundo o presidente nacional do partido, João Caldas.

Em entrevista ao g1, Caldas afirmou que Barbosa havia deixado claro que só entraria na disputa se a legenda conseguisse reunir as condições necessárias para uma campanha nacional.

“Ele tinha dito as condições: ‘Se as condições estiverem postas, eu vou. Se não, não vou’”, relatou.

Segundo o dirigente, o DC não conseguiu atender às exigências apresentadas pelo ex-ministro.

“Não foi possível. O partido não tem tempo de televisão, não tem fundo, não tem nada”, afirmou Caldas.

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Barbosa havia sido anunciado pelo partido em maio, depois que o DC desistiu da pré-candidatura do ex-ministro Aldo Rebelo. A aposta era que o ex-presidente do STF, conhecido nacionalmente pela atuação no julgamento do mensalão, desse maior projeção à legenda.

O ex-ministro, porém, não chegou a participar de atos públicos como pré-candidato. Diante das dificuldades para obter recursos, formar alianças e estruturar uma campanha nacional, comunicou ao partido que não disputaria a eleição.

De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o DC recebeu R$ 3,31 milhões de fundo eleitoral para o pleito de 2026. Essa é a cota mínima a que os partidos têm direito. Quanto mais votos um partido recebe e mais parlamentares elege, maior tende a ser sua fatia do fundo na eleição seguinte.

Conversas para ser vice de Zema

Depois de desistir da candidatura própria, Barbosa passou a ser cogitado para ocupar a vice na chapa do candidato do Novo à Presidência, Romeu Zema.

Zema afirmou que conversou com o ex-ministro e chegou a dizer que pretendia encontrá-lo no Rio de Janeiro para discutir a composição. Também elogiou a trajetória de Barbosa e destacou a atuação do ex-juiz no combate à corrupção.

Caldas afirmou, no entanto, que não foi chamado para participar das tratativas, apesar de Barbosa ser filiado ao DC.

"Eu nunca participei dessas conversas", afirmou.

As negociações não avançaram. Nesta terça-feira (4), Zema afirmou que o Novo passou a trabalhar com a possibilidade de escolher um nome do próprio partido para a vice-presidência.

Quem é Clariana Barão

Com a saída de Barbosa, o DC anunciou a advogada Clariana Barão como candidata à Presidência.

Clariana é presidente do diretório estadual do partido em Mato Grosso, vive em Várzea Grande e tem 15 anos de atuação na advocacia. Graduada em Direito pelo Centro Universitário de Várzea Grande (Univag), nunca disputou uma eleição.

João Caldas disse que a candidatura terá como uma das prioridades ampliar a participação feminina na política. Entre as bandeiras citadas estão o combate ao feminicídio e a inclusão das mulheres nos espaços de decisão.

“O programa que ela defende é a participação efetiva das mulheres na conjuntura da política nacional”, disse Caldas.

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