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O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta terça-feira (4) que espera que a transição política na Venezuela aconteça "em meses e semanas", e não leve anos.
G1 — Mundo · 2026-08-04T16:32:30.000Z
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta terça-feira (4) que espera que a transição política na Venezuela aconteça "em meses e semanas", e não leve anos.
A declaração foi dada antes de uma nova rodada de negociações entre representantes do governo venezuelano e da oposição.
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Sete meses após a derrubada de Nicolás Maduro em uma operação militar apoiada pelos Estados Unidos, delegados da presidente interina Delcy Rodríguez e líderes opositores devem se reunir nesta semana em Caracas. A data do encontro ainda não foi divulgada.
"Acredito que isso exigirá persistência e um pouco de paciência. Não estamos falando de anos, mas de meses e semanas", disse Rubio a jornalistas.
Desde a queda de Maduro, em janeiro, Rubio se tornou o principal responsável pela política do governo Donald Trump para a Venezuela.
O republicano tem defendido uma aproximação com Caracas principalmente por causa da importância do país no mercado de petróleo. O tema ganhou ainda mais relevância para a Casa Branca após a escalada do conflito com o Irã, que pressionou os preços internacionais da commodity.
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Ao mesmo tempo, a oposição venezuelana e entidades de defesa dos direitos humanos têm pedido um avanço mais rápido das negociações políticas. A cobrança também encontra apoio entre parlamentares democratas e republicanos no Congresso dos Estados Unidos.
Rubio já havia defendido que a Venezuela passaria por três etapas após a saída de Maduro: estabilização econômica, reorganização política e, por fim, uma transição completa para eleições.
"Queremos melhorar a vida cotidiana dos venezuelanos, ajudá-los a ter mais prosperidade. Acredito que isso também ajudará a facilitar a transição política", afirmou.
O secretário comparou o processo venezuelano a transições democráticas ocorridas em outros países.
"Se observarmos as mudanças ocorridas no leste europeu após a queda da Cortina de Ferro, ou mesmo no Paraguai, que levou quase três anos e meio para concluir sua transição do autoritarismo para a democracia, veremos que esses processos são difíceis", disse.