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Homem é condenado a 103 anos de prisão por matar a esposa e a filha a facadas no interior de SP

Homem foi preso suspeito de matar a esposa e a filha de cinco anos a facadas em Boituva.

G1 — Brasil · 2026-08-04T21:31:39.000Z

Homem foi preso suspeito de matar a esposa e a filha de cinco anos a facadas em Boituva.

A Justiça condenou a 103 anos, 8 meses e 12 dias de prisão o homem acusado de matar a esposa e a filha a facadas em Boituva (SP), em novembro de 2024. O julgamento ocorreu nesta terça-feira (4). Cabe recurso.

Wellington Alves de Queiroz foi condenado por homicídio, com qualificadoras de meio cruel, pela vítima ser menor de 14 anos e devido ao crime ter acontecido na frente de um familiar. Na ocasião, o filho dele, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA), de sete anos, testemunhou os assassinatos.

Mãe e filha de 5 anos são mortas a facadas pelo pai da criança em Boituva

Ele confessou que matou a esposa Daniele da Silva de Lara Queiroz, de 36 anos, e a filha Sophia Lara de Queiroz, de 5 anos. Wellington já havia sido apreendido por cometer outro homicídio em Osasco (SP), ainda enquanto era adolescente.

De acordo com vizinhos, durante uma discussão entre o casal, Daniele correu aproximadamente 50 metros pela rua, carregando a filha nos braços, em busca de socorro. Nesse momento, Wellington, com duas faca, uma em cada mão, atacou as duas.

Os dois filhos do casal eram autistas, e segundo Luiz Eustáquio Gianotti, secretário de Educação, os pais participavam ativamente da rotina da criança.

“Os pais participavam das reuniões escolares, as crianças estavam em grupos de apoio, e o pai era muito ativo nesse acompanhamento. Nós daremos todo o suporte necessário para o menino, inclusive em relação à transferência escolar, para que ele tenha apoio em Osasco", disse à época.

Mulher de 36 anos e filha de cinco foram mortas a facadas em Boituva (SP)

O outro filho do casal, de apenas 7 anos, presenciou todo o crime. A criança ficou sob os cuidados da avó materna e deixou a cidade para morar com ela.

Segundo o delegado responsável pelo caso, Carlos Palumbo Delgallo, o homem assumiu o crime e teria dito que não teve intenção de acertar a filha.

"Ele foi formalmente interrogado, confessou o delito, falou que o relacionamento estava tumultuado, tinham muitas brigas por causa das crianças. Ele fala que a criança tentou defender a mãe e acabou sofrendo o golpe, o que não procede, porque as testemunhas falaram que a criança estava no colo", explicou o delegado.

Ainda segundo a polícia, a vítima nunca tinha feito boletim de ocorrência contra o marido e também não havia pedido de medida protetiva.

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