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Voz do Setorista: Nicolas, do São Paulo, atropela e mata homem
ge — Futebol · 2026-08-05T07:00:57.000Z
Voz do Setorista: Nicolas, do São Paulo, atropela e mata homem
Nicolas Bosshardt, jogador do São Paulo, responderá em liberdade à investigação que apura o atropelamento que matou um idoso de 84 anos na noite da última segunda-feira, em Barueri.
O atleta passou a noite no 1º Distrito Policial de Carapicuíba e participou de audiência de custódia na tarde de terça-feira. A Justiça condicionou a liberdade ao cumprimento de medidas cautelares.
Delegacia de Polícia que conduz o caso de Nicolas
Entre as medidas estão o comparecimento mensal em juízo para informar e justificar suas atividades, a obrigação de manter o endereço atualizado junto à Vara competente e a proibição de se ausentar da comarca de residência por mais de oito dias sem autorização judicial.
Paralelamente, a Polícia Civil investiga se a conduta do jogador configura dolo eventual, quando o motorista assume o risco de causar o resultado. Uma das principais linhas da investigação parte do depoimento de Douglas Carvalho, ouvido como testemunha.
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Por volta das 21h53 de segunda-feira, próximo ao horário da ocorrência, Douglas trafegava pela Alameda Tocantins em direção à Alameda Rio Negro, na região de Alphaville, onde ocorreu a colisão.
A testemunha afirmou ter visto dois veículos em alta velocidade: a BMW conduzida por Nicolas Bosshardt e um Honda Civic, modelo também dirigido por Igor Felisberto, outro jogador do São Paulo. Nicolas e Igor haviam jantado, horas antes, com Ryan Francisco em um shopping da região.
Douglas afirmou que não presenciou o momento do atropelamento, mas encontrou a vítima caída cerca de 100 metros adiante. Ao parar para prestar socorro, ele conversou com Nicolas e Igor, que permaneceram no local até a chegada do atendimento. Segundo o depoimento, ele questionou se os dois participavam de um "racha", termo utilizado para designar corridas clandestinas em vias públicas.
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Ainda de acordo com Douglas, os jogadores responderam que haviam trafegado em alta velocidade momentos antes, mas afirmaram que já haviam reduzido a velocidade no trecho onde ocorreu o atropelamento. Eles também negaram que estivessem disputando uma corrida.
Com base no depoimento da testemunha e nas imagens analisadas, a Justiça apontou indícios de que os veículos poderiam trafegar em velocidade incompatível com a via. Com base nisso, Nicolas foi preso em flagrante.
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Apesar disso, o juiz entendeu que, neste momento da investigação, não há requisitos para converter o flagrante em prisão preventiva.
Na decisão, também foram considerados elementos apresentados pela defesa. Nicolas permaneceu no local após o atropelamento até a chegada do socorro. Segundo o São Paulo, que acompanha o caso, o jogador fez exames e não teve constatada a ingestão de álcool.
O jogador também declarou utilizar o aplicativo Life360, que registra localização, trajeto e velocidade do veículo, e sustentou que trafegava a cerca de 50 km/h no momento da colisão. Segundo sua versão, ele não participava de um racha.
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Diante desse conjunto de elementos, a Justiça entendeu que a investigação pode prosseguir sem a necessidade de prisão preventiva, medida destinada a evitar riscos à investigação, à aplicação da lei penal ou à ordem pública. Assim, Nicolas responderá em liberdade, desde que cumpra as medidas cautelares impostas.
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