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Torcida do Botafogo exibe mosaico em homenagem a Garrincha
ge — Futebol · 2026-08-05T07:00:22.000Z
Torcida do Botafogo exibe mosaico em homenagem a Garrincha
A família de Garrincha continua presente no futebol brasileiro mesmo 43 anos depois da morte do craque. Luiz Bastos, neto do ídolo do Botafogo e da seleção brasileira, trabalha como captador de jogadores para categorias de base e descobre talentos.
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Matheus Martins com Luiz Bastos, neto de Garrincha
Luiz, neto de Garrincha por parte da mãe, tentou ser jogador, não conseguiu e foi abraçado por Cacá Ferrari, também ex-atleta e assessor de Ronaldo Fenômeno. Com ele, começou a trabalhar como captador. Em entrevista ao ge, também trata Ricardo Rocha e Roberto Carlos como padrinhos no futebol. Ser neto de Garrincha ajudou Luiz na caminhada.
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— Influencia porque, às vezes, a gente tem um trânsito um pouco mais livre em alguns locais, mas influencia só positivamente. Ser neto do meu avô é motivo de muito orgulho — afirmou Luiz Bastos.
Captadores viajam para competições por todo o Brasil e pela América do Sul. Luiz, no momento da entrevista, estava na Toca da Raposa I, centro de treinamento da base do Cruzeiro, para a BH Cup, competição sub-14. Três atletas dele estão na competição pelo América-MG.
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Matheus Martins, jogador do Botafogo, foi o primeiro atleta que Luiz apontou e indicou. Com 12 anos, Matheus foi levado para Xerém e se formou no Fluminense.
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— O Matheus só foi crescendo, só foi desenvolvendo a cada dia mais. E hoje em dia, graças a Deus, se encontra no profissional, fazendo seus gols pelo nosso Fogão e obtendo sucesso na carreira. É muito gratificante... é um trabalho lá de trás e que a gente consegue manter até hoje. Minha relação com ele é uma relação de amigos, somos muito próximos, é uma pessoa na qual eu tenho muito respeito, muito carinho, não só por ele, por sua família.
Além de Matheus Martins, outro jogador de destaque captado por Luiz foi JP, meia do Vasco. Hoje com 21 anos, foi encontrado pela primeira vez aos 12 e levado para a base do clube carioca.
JP, do Vasco, com Luiz Bastos, neto de Garrincha
— Na época só tinha o Instagram e eu acompanhava os lances dele, porque o pai dele postava muito. Aquilo ali foi me chamando atenção. Eu entrei em contato e perguntei, dessa forma: "menino, qual o seu sonho?", e ele falou "meu sonho é jogar no Vasco". Aí eu falei na mesma hora: "então tu vai vir jogar no Vasco" — afirmou.
Luiz tratou sobre a mudança no perfil de jogadores que os clubes brasileiros buscam para a base. Atletas mais altos e fortes são priorizados em busca de melhores resultados. Garrincha, baixo e de pernas tortas, teria espaço na captação de Luiz? Foi o que o ge perguntou:
— Apostaria. Pô, disparado, disparado. É isso que a gente fica imaginando, né, cara? Eu acho que estão acabando um pouco com a arte do futebol, sabe? Porque hoje eles querem, eles estão exigindo muita força, muito menino forte. Aí aquele menino que vai pra cima, que tem um contra um muito bom, o menino que é franzino, que é rápido, que vai dentro, ele acaba perdendo pra esse menino que tem muita força. Então, a magia do futebol de antigamente, ela acaba se perdendo um pouco.
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