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Starbucks é alvo de operação policial na Coreia do Sul após campanha polêmica; entenda

Loja da Starbucks na Coreia do Sul. A rede virou alvo de investigação após uma campanha publicitária que gerou críticas por fazer referência ao uso de tanques durante a repressão aos protestos pró-democracia de Gwangju, em 1980

G1 — Brasil · 2026-08-05T11:01:46.000Z

Loja da Starbucks na Coreia do Sul. A rede virou alvo de investigação após uma campanha publicitária que gerou críticas por fazer referência ao uso de tanques durante a repressão aos protestos pró-democracia de Gwangju, em 1980

A polícia sul-coreana realizou buscas nesta quarta-feira (5) nos escritórios da Starbucks, informou à AFP a operadora local da rede de cafeterias, após uma campanha publicitária acusada de difamar ativistas mortos em protestos pró-democracia em 1980.

A Starbucks Coreia lançou, em 18 de maio, uma promoção chamada "Dia do Tanque", divulgando uma nova linha de copos de grande capacidade para suas bebidas.

O anúncio coincidiu com o 46º aniversário do Levante de Gwangju, no qual 165 civis morreram quando a ditadura militar enviou tanques às ruas, segundo o balanço oficial.

A rede foi acusada de banalizar o movimento de protesto mais emblemático do país e de insultar os mortos, lembrados por muitos como mártires.

Um grupo civil e as famílias das vítimas apresentaram uma queixa na qual acusam membros do Grupo Shinsegae, que opera o Starbucks Coreia, de difamação.

A Coreia do Sul é o terceiro maior mercado da gigante do café, atrás de seu país de origem, os Estados Unidos, e da China.

A polêmica levou a um pedido público de desculpas e ao fechamento temporário das mais de 2.000 lojas do país para capacitação de funcionários em junho.

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