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Franclim Carvalho comenta busca do Botafogo por reforços no mercado: "Quero dois jogadores"

Após Vitinho e Ferraresi, foi a vez de Franclim Carvalho falar com a imprensa em entrevista coletiva antes do treino do Botafogo no CT Lonier, na manhã desta quarta-feira. O treinador comentou a movimentação do clube na janela de…

ge — Futebol · 2026-08-05T13:13:51.000Z

Após Vitinho e Ferraresi, foi a vez de Franclim Carvalho falar com a imprensa em entrevista coletiva antes do treino do Botafogo no CT Lonier, na manhã desta quarta-feira. O treinador comentou a movimentação do clube na janela de transferências e revelou a busca por "dois jogadores" no mercado, sem revelar as posições.

- Não vou dizer posições. Quero buscar dois jogadores. Se forem os que eu quero, dentro das possibilidades do clube, ótimo. Senão, não quero mais ninguém, porque estou satisfeito com as possibilidades do elenco. Se vierem os dois que eu quero, estarei encantado da vida. Se não vierem, estou feliz de toda maneira - revelou o treinador.

Franclim Carvalho em coletiva no Botafogo

- O mercado ainda está aberto, tenho dito isso. Queremos buscar gente, mas só vem para acrescentar. Ainda vai sair gente, garantidamente. Vamos ver quem chega e quem sai. Tenho um elenco muito extenso. Não gosto disso. Quero que todos se sintam importantes no processo. Até o final do mercado vai haver novidades. Não sou eu que decido, é o Botafogo. Ajudo a definir valor, importância no elenco, mas negociação é com a diretoria. Eles entendem que há parâmetros para concretizar negociações, e vocês souberam de um caso ou outro - concluiu Franclim.

A equipe comandada por Franclim Carvalho teve período de 12 dias de preparação até o próximo compromisso, que acontecerá neste sábado, diante do Fluminense, pela 22ª rodada.

O treinador também revelou que vê como "impossível" a busca pelo título do Campeonato Brasileiro como algo possível de ser alcançado. O Botafogo ocupa a 8ª posição, com 29 pontos - a 18 pontos de distância do líder Palmeiras.

- Não acho que seja possível o título. É impossível, na minha opinião. Sendo realista, sem meio termo, acho o Brasileiro impossível. Os torcedores gostaríam que eu dissesse que temos que pensar no título, mas já estamos 20 rodadas atrás. Teríamos que ter acordado antes. Está tudo muito próximo na tabela. Não adiante olhar para a tabela, e sim fazer as nossas contas de três em três jogos - afirmou o treinador.

- O período que nós tivemos foi muito importante. Para trabalhar e também para a relação humana. Em abril, tivemos 16 jogos em 52 dias. É impossível criar isso jogando de três em três dias. O período foi importante para comissão e elenco fortalecerem o laço. Há momentos na temporada em que isso faz diferença.

Outros pontos da coletiva

Período de folgas

- Tínhamos um acordo entre comissão e elenco que dependia dos objetivos. Conseguiram, ganharam as folgas, e agora vamos trabalhar forte. O nosso adversário ainda joga hoje, então estamos em vantagem. Depois dos 90 minutos vamos ver.

Clássico contra o Fluminense

- Sobre o Fluminense, é um jogo importante e muito difícil. Conheço muito a capacidade do adversário e do treinador deles. Vai ser um jogo difícil. Em nossa casa, temos que buscar os pontos. A caminhada é longa no Brasileiro, não podemos pensar no curto prazo. Vamos pensar no Fluminense. É importante ganharmos, será um passe importante.

- Entramos na fase mata-mata, é uma nova vida, uma nova competição. Se falharmos como falhamos no primeiro jogo da fase de grupos, vamos sofrer. Vimos o exemplo do Grêmio, que 99% das pessoas disse que iria passar. Temos que ter pés no chão e foco nesse jogo. Não pensamos que somos favoritos.

- Vou dar prioridade ao Fluminense, é sempre o próximo jogo. Mas não adianta pensarmos no título na rodada 21. O que adianta é pensar nos três pontos. A partir de sábado vamos pensar na Sul-Americana, será o nosso foco. Não adianta pensar nisso agora, antes de enfrentar o Fluminense.

- O primeiro jogo que fizemos em 2024 foi na altitude, e é muito diferente. Eu passei mal, tive dificuldades. Temos isso alinhado com o DM. Não quero ir muito tempo antes, quero chegar e jogar. Vamos direto para Lima, dormimos lá, subimos, jogamos e vamos para Salvador.

- Não posso dizer que um jogador está pronto para jogar 90 minutos quando estava parado por 50 dias. Ele veio de férias, a competição na Europa terminou em maio e, quando chegou, fez 11 treinamentos. Chegou antes e teve essa vantagem sobre o Gabriel. Entrou bem e acho que vai melhorar. Até porque o Gabi está preparadíssimo, já poderia entrar. Estou mais à vontade para escalar os dois do que estava contra o Santos.

Estrutura do CT

- Quando temos condições, a cobrança é maior, mas também podemos cobrar mais. Não estou satisfeito porque quero sempre mais (risos). Falta uma sala de vídeo mais próxima, uma sala para a comissão técnica mais próxima... Porque queremos sempre mais, mas estamos bem. Entendemos as limitações que temos. Nós, em 2024, quando saí, tínhamos algumas condições, e hoje temos muito melhores. Temos uma área de recuperação de muita excelência.

Momento da equipe

- Gosto de olhar para a equipe como um todo. Nós, quando entramos em um momento de turbilhão, sempre ressaltei o caráter dos jogadores para ignorar o que acontecia fora. Se deixássemos afetar, ficaríamos mal. Estamos melhor preparados para uma turbulência ou um momento menos bom da equipe. Aqui no Brasil, uma semana assim são três jogos, então é importante.

- Sobre a equipe, temos que trabalhar mais a primeira fase da construção, que é perto do nosso gol. Temos que ser mais corajosos, apesar de eu não gostar do toque-toque. Temos que controlar mais o jogo com a bola. Vamos trabalhar, porque acho que temos muito a melhorar nisso.

Disputa nas posições

- Tem que ter disputa no gol, no zagueiro, no lateral, no atacante... É importante que eles saibam que há competividade interna. No dia do jogo, isso dá uma resposta diferente. Por isso buscamos dois goleiros, e não só um. Vamos testar o Cleber, que hoje está atrás dos outros dois, porque o Botafogo também precisa de um goleiro jovem.

- O futebol é um negócio que move milhões, e é muito fácil vender um atleta de 18 anos que faça 10 partidas, e não um jogador de 25 anos que faça 10 gols em 30 jogos. Não sei quem vai sair. Para mim, o ideal é trabalhar com 23 ou 24 atletas de linha e mais três goleiros.

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