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23° Edição do Festival do João Rock
G1 — Brasil · 2026-08-05T14:05:17.000Z
23° Edição do Festival do João Rock
Crédito: Rafael Cautella
Em 2025, o João Rock destinou corretamente mais de 14 toneladas de resíduos e reduziu em 46% o consumo de energia com créditos renováveis certificados. Na 23ª edição, o festival foi além: passou a rastrear resíduos desde a montagem até a desmontagem das estruturas com a meta de aumentar em 30% o reaproveitamento de resíduos orgânicos por compostagem.
Gestão de resíduos e energia limpa
Até este ano, o controle ambiental do festival cobria apenas os dias de evento. Agora, a produção rastreou também os resíduos da montagem e desmontagem: entulho de construção civil, madeira, ferragens, lonas, plásticos e metais foram separados na origem e encaminhados para reciclagem.
A Cooperagir, cooperativa que emprega catadores locais, faz a triagem de todo o material recolhido, uma cadeia que gera renda na região além de dar destino correto ao lixo do festival.
Além disso, o João Rock também compensou 100% da energia elétrica consumida durante o evento. A parceria com a Tereos, por meio da marca Guarani, usa créditos internacionais I-REC (International Renewable Energy Certificate), garantindo rastreabilidade da energia gerada por cogeração a partir da biomassa da cana-de-açúcar.
"A emissão dos certificados I-REC reforça nosso compromisso com uma matriz energética mais sustentável, assegurando que o consumo do festival seja compensado por energia de fonte renovável certificada", afirma Gustavo Segantini, diretor comercial da Tereos.
O festival também reforçou a estrutura para pessoas com deficiência: Central de Acessibilidade, estacionamento e entrada exclusivos, plataformas elevadas para acompanhar os shows, banheiros adaptados e tradução em Libras em todos os palcos.
Em parceria com o Banco do Brasil, o público teve kit de mobilidade com empréstimo de cadeiras de rodas e cadeiras motorizadas, oficina para pequenos reparos e equipe especializada durante todo o evento. A roda-gigante, também patrocinada pelo banco, contou com assentos adaptados para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida.
Sala de Acolhimento
Outra iniciativa do Festival foi a Sala de Acolhimento, para receber pessoas que precisem de um ambiente mais tranquilo durante o evento. O espaço contou com equipe multidisciplinar, ambiente de descompressão, kits sensoriais, ações de redução de danos e equipes volantes de apoio ao público.
Greenpeace no festival pelo quarto ano
O Greenpeace Brasil voltou ao João Rock com um iglu inflável dedicado à conscientização ambiental, onde o público assistiu ao documentário "Juruá: Soluções da Floresta" e participou de ações educativas.
"A participação do Greenpeace Brasil em mais uma edição do João Rock é uma oportunidade de ampliar a conscientização sobre a importância de um mundo mais sustentável", afirma Débora Borges, diretora de Captação de Recursos do Greenpeace Brasil.