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Segurança digital: quem cuida dos dados de câmeras de reconhecimento facial?
G1 — Brasil · 2026-08-05T14:30:15.000Z
Segurança digital: quem cuida dos dados de câmeras de reconhecimento facial?
Um sistema de reconhecimento facial integrado à base de dados do estado passou a ser usado em Porto Alegre para ajudar na localização de pessoas desaparecidas. A tecnologia é sincronizada com câmeras do cercamento eletrônico e gera alertas automáticos quando identifica alguém cadastrado como desaparecido.
Em um dos casos, uma pessoa desaparecida há mais de 15 anos foi localizada pela prefeitura. De acordo com o secretário, a tecnologia consegue comparar imagens atuais com registros antigos de pessoas desaparecidas. A identidade dela não foi divulgada.
“Nós estamos agora com um sistema de envelhecimento. Então, nós já encontramos pessoas com 15 anos após o desaparecimento. A IA buscou a semelhança, envelheceu essa pessoa e deu o match e conseguimos abordar”, disse.
Os avisos são recebidos no Centro Integrado de Coordenação da Cidade de Porto Alegre, o CEIC-POA, localizado no bairro Azenha. Depois disso, a ocorrência é direcionada para as forças de segurança, que vão até o local onde a pessoa foi identificada.
Segundo o secretário municipal de Segurança de Porto Alegre, Alexandre Aragon, o sistema começou a ser testado em janeiro e foi ampliado em abril. Atualmente, 25 câmeras estão habilitadas para fazer o reconhecimento facial na cidade.
Só nos últimos 30 dias, segundo ele, foram registrados 93 alertas.
“O reconhecimento facial já foi uma coisa muito difícil, mas hoje o teu celular tem reconhecimento facial. E por que não usar isso para auxiliar as pessoas também na rua?”, disse o secretário.
O encaminhamento depende da situação identificada na ocorrência. Quando a pessoa localizada é criança ou adolescente, ela é levada ao órgão responsável. Nesses casos, o encaminhamento ocorre mesmo quando a criança ou o adolescente está acompanhado de um familiar, se houver registro do desaparecimento.
Já nos casos envolvendo adultos, o procedimento é diferente. Se a pessoa localizada diz que não quer ser encontrada, essa manifestação é registrada em vídeo e encaminhada à Polícia Civil para que seja feita a baixa do registro de desaparecimento.
“Muitas vezes a pessoa quer desaparecer. Ela brigou com a família, mas nós fazemos uma filmagem dessa pessoa dizendo que não quer ser encontrada, encaminhamos ao setor de desaparecidos da Polícia Civil e é feita a baixa”, afirmou.
O secretário também destacou que a integração entre os órgãos de segurança foi ampliada. Além da Guarda Civil Metropolitana, a Brigada Militar e a Polícia Civil passaram a receber os alertas em tempo real e compartilhar informações. A Brigada Militar também passou a atuar dentro do CEIC.
Segundo Aragon, a precisão do sistema aumentou desde o início dos testes. Em janeiro, conforme o secretário, o índice ficava entre 50% e 70%. Agora, ele afirma que a tecnologia trabalha com precisão entre 96% e 99%.
O secretário disse ainda que a prefeitura conversa com municípios da Região Metropolitana para ampliar a integração entre sistemas de reconhecimento facial. A intenção, segundo ele, é formar um "cinturão" na Grande Porto Alegre com cidades que já usam a tecnologia.
Aragon afirmou que outras etapas estão em estudo. Uma delas é a integração com bancos de dados de foragidos. Outra envolve o uso da tecnologia em casos relacionados à violência doméstica.
Sistema de reconhecimento facial ajuda a localizar pessoas desaparecidas em Porto Alegre
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