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Crianças e adolescentes participam de monitoramento de chuvas e velocidades dos ventos
G1 — Brasil · 2026-08-05T14:44:38.000Z
Crianças e adolescentes participam de monitoramento de chuvas e velocidades dos ventos
Na comunidade Maranhão, na zona rural de Parintins, no interior do Amazonas, estudantes da Escola Municipal Nossa Senhora das Graças transformam ciência em rotina. Todos os dias, crianças e adolescentes monitoram chuvas e ventos, registrando dados que viram aprendizado.
Chamado de “Curumins e Cunhatã do Uacurapá”, o projeto envolve toda a comunidade escolar. Ele desperta nos estudantes o interesse pela ciência, incentiva o cuidado com o meio ambiente e valoriza o território onde vivem.
O projeto é realizado em parceria com órgãos federais e a Prefeitura de Parintins, por meio da Secretaria Municipal de Educação. A ação aproxima os alunos da pesquisa científica e mostra, na prática, a importância de entender o clima da Amazônia e da microbacia do rio Uacurapá.
“Vivemos na Amazônia, um território vasto e grandioso. Os dados pluviométricos são escassos. O Serviço Geológico do Brasil tem poucas estações na região, e a Escola Municipal Nossa Senhora das Graças entra nesse cenário como apoiadora para gerar informações científicas. Nossa proposta é ser uma sentinela da floresta e guardiões dos recursos”, disse a professora de Geografia e idealizadora do projeto, Daniele Azevedo.
O monitoramento é feito com equipamentos que medem o volume de chuva e a velocidade do vento. Os próprios alunos registram os dados e enviam as informações aos parceiros responsáveis pelo acompanhamento.
“O objetivo é gerar dados que comprovem cientificamente o volume de chuva na comunidade. Também usamos um sensor para medir o ar. No verão, muitas comunidades ribeirinhas fazem queimadas, o que prejudica o meio ambiente”, explicou o estudante Denison Viana.
O projeto acontece às 7h. Cada equipe tem um dia da semana para fazer a coleta, chova ou não. A água é medida no pluviômetro, anotada em uma caderneta e depois lançada pela professora.
“É muito importante para a escola gerar dados científicos e contribuir não só com Parintins, mas também com toda a Amazônia. O projeto proporciona conhecimento e incentiva os alunos a produzir ciência na região”, disse Daniele Azevedo.
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