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Caso Berenice: patroa acusada de matar cozinheira deve ser transferida para presídio de Tremembé

Berenice foi assassinada, segundo a polícia.

G1 — Brasil · 2026-08-05T15:18:33.000Z

Berenice foi assassinada, segundo a polícia.

A empresária Eliane Alves dos Santos, ré pela morte da cozinheira Berenice Ramos de Aguiar, deve ser transferida nesta quarta-feira (5) para o presídio feminino de Tremembé. A informação foi confirmada pelo advogado de defesa da empresária.

Eliane está presa desde o dia 10 de julho na cadeia de Caraguatatuba e aguarda uma vaga para ser encaminhada à unidade prisional.

O namorado dela, Irimar Castilho, também réu no processo, já foi transferido para o Presídio Militar Romão Gomes, em São Paulo, segundo a defesa. Já o sobrinho da empresária, Magno dos Santos Neri Barbosa, passou por audiência de custódia nesta quarta-feira (5) e teve a prisão mantida.

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Segundo o Tribunal de Justiça, não foram identificadas irregularidades no cumprimento da prisão de Magno.

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A denúncia apresentada pelo Ministério Público e aceita pela Justiça aponta que Berenice foi morta dentro da caminhonete de Eliane durante um trajeto pela Rodovia Rio-Santos.

Segundo a acusação, Magno dirigia o veículo, Berenice estava no banco do passageiro e Eliane estava no banco traseiro. A empresária teria atirado contra a cozinheira durante o percurso.

A versão apresentada pela investigação contraria o relato de Eliane, que afirmou que havia deixado Berenice em um trevo de Ubatuba.

O corpo da cozinheira foi encontrado 17 dias após o desaparecimento, em uma área de mata em Angra dos Reis (RJ).

Ainda de acordo com o Ministério Público, após o crime, os investigados teriam tentado eliminar vestígios. A investigação apontou pesquisas no celular de Eliane sobre como desmontar e limpar um veículo, além de troca e descarte de aparelhos celulares e retirada do HD do sistema de câmeras do local onde Berenice trabalhava.

Berenice era cozinheira.

O que dizem as defesas

A defesa de Irimar Castilho afirmou que ele é inocente e que não teve participação no homicídio nem na ocultação do cadáver.

Em nota, os advogados disseram que documentos e dados de celular indicariam que Irimar estava em outra região de Ubatuba no momento do crime. A defesa afirmou ainda que vai adotar medidas para tentar reverter a prisão.

A defesa de Eliane Alves dos Santos informou que assumiu a representação da empresária nesta quarta-feira (5) e que ainda não teve acesso integral aos autos. Por isso, afirmou que não irá comentar o mérito dos fatos neste momento e que aguarda a análise da investigação antes de se manifestar.

Já a defesa de Magno dos Santos Neri Barbosa disse que ele não comentará, por enquanto, questões relacionadas à investigação. Segundo os advogados, ele permanece à disposição das autoridades e está colaborando com a apuração dos fatos.

Os três respondem por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e fraude processual.

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