ITATIBA1

'Eu não sou o Bukele', diz Renan Santos ao falar de segurança pública

Renan Santos (Missão) responde sobre estado de defesa

G1 — Política · 2026-08-05T17:38:48.000Z

Renan Santos (Missão) responde sobre estado de defesa

Após já ter declarado admiração pelo presidente de El Salvador, Nayib Bukele, o candidato à Presidência pelo Missão, Renan Santos, foi questionado sobre o tema durante sabatina do g1 e da GloboNews, nesta quarta-feira (5). Renan afirmou que admira a "capacidade de ação e resolução do Estado" de Bukele, mas negou que pretenda reproduzir no Brasil medidas como prisões sem mandado judicial, julgamentos coletivos ou detenções baseadas apenas em denúncias anônimas.

Segundo o candidato, as políticas adotadas em El Salvador respondem a uma realidade diferente da brasileira e não poderiam ser simplesmente transplantadas para cá. Renan disse que pretende atuar dentro dos limites da Constituição e defendeu que o enfrentamento ao crime organizado leve em conta as características de facções como o PCC.

"Eu não sou o Bukele, eu sou brasileiro. Meu nome é Renan Santos. Eu não sou neto de palestinos. Eu tenho outra família, eu nasci na Mooca. Eu moro no Brasil", afirmou.

O candidato à Presidência disse admirar a capacidade do governo salvadorenho de enfrentar o crime organizado, o presidenciável afirmou que o contexto brasileiro é diferente e que sua atuação respeitará os limites da Constituição.

Questionado sobre o modelo de segurança pública implementado pelo presidente de El Salvador, Nayib Bukele, Renan Santos afirmou que admira a "capacidade de ação e resolução do Estado", mas negou que pretenda reproduzir no Brasil medidas como prisões sem mandado judicial, julgamentos coletivos ou detenções baseadas apenas em denúncias anônimas.

Natuza Nery, Andréia Sadi e Renan Santos (Missão)

Segundo Renan, as políticas adotadas em El Salvador respondem a uma realidade diferente da brasileira e não poderiam ser simplesmente transplantadas para o país. Ele disse que pretende atuar dentro dos limites da Constituição e defendeu que o enfrentamento ao crime organizado leve em conta as características de facções como o PCC.

"A vontade de agir para resolver esses problemas tem que ser a mesma", afirmou.

Durante a entrevista, Renan foi questionado ponto a ponto sobre medidas adotadas pelo governo Bukele. Ele respondeu que não defende prisões sem mandado nem o aumento do tempo de prisão sem ordem judicial, por considerar que a Constituição exige autorização da Justiça. Também afirmou que não apoia julgamentos coletivos e disse que o enquadramento de integrantes de facções deve ser precedido de investigação.

Sobre o habeas corpus, porém, defendeu restringir o benefício para condenados por crimes hediondos.

Leia no Itatiba1 →