ITATIBA1

Justiça torna réu professor da UFMG por injúria e discriminação contra cadeirante em BH

Juliana Duarte e o marido, Pedro Vieira

G1 — Brasil · 2026-08-05T20:08:54.000Z

Juliana Duarte e o marido, Pedro Vieira

A Justiça tornou réu Pedro Benedito Casagrande, professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), pelos crimes e discriminação de pessoa com deficiência. O caso aconteceu em 2 de fevereiro de 2026, no bairro Santo Antônio, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte (relembre o caso mais abaixo).

Segundo o juíz Bernardo Campos Mitre, os dados colhidos na fase de investigação do caso, e que instruem a denúncia, justificam a instauração da ação penal.

✅Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp

"Há elementos suficientes, neste juízo de cognição sumária, para constatação da materialidade, bem como indícios de autoria", completou o juíz.

Agora no g1

Relembre o caso

De acordo com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), Pedro Benedito estacionou seu veículo sobre a rampa de acessibilidade de um restaurante, impedindo que um cadeirante Pedro Edson Cabral Vieira, a esposa dele Juliana Duarte, que é chef e proprietária do estabelecimento, e uma cuidadora conseguissem acessar o local.

Após ser procurado e informado sobre a irregularidade, conforme o MPMG, o professor retirou o veículo do local, mas passou a fazer comentários ofensivos e depreciativos relacionados à deficiência da vítima.

No caminho até o carro, Juliana perguntou ao professor se "ele não tinha vergonha de estacionar na faixa de pedestre". Ele disse que não e que era "escroto". Em seguida, retirou o veículo.

Ainda segundo a denúncia, cerca de duas horas depois, Pedro Benedito Casagrande se dirigiu ao restaurante de propriedade da esposa da vítima e voltou a fazer referências ofensivas à deficiência dele diante de funcionários e testemunhas.

"Ele veio por trás da gente e se dirigiu ao meu marido dizendo: 'Tchau, cadeirante. Espero que você ande muito por aí'. Eu fiquei tão abobada, tão nervosa, que nem falei nada", contou a esposa da vítima.

Juliana Duarte, registrou um boletim de ocorrência contra o suspeito na Delegacia Especializada de Atendimento à Pessoa com Deficiência e ao Idoso, em Belo Horizonte, além de denunciar o caso na ouvidoria do governo federal.

O marido dela sofre há quatro anos de uma doença degenerativa que o impede de falar e se locomover, mas está consciente e tem ciência de todo o ocorrido. Eles nunca tinham passado por nada parecido.

Homem e mulher são mortos a tiros dentro de casa em BH

Mais de 3 mil anabolizantes e canetas emagrecedoras contrabandeadas são apreendidas na BR-381 em MG

Veja os vídeos mais vistos do g1 Minas:

Leia no Itatiba1 →