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Casal preso por morte de recém-nascido enterrado em quintal em Duque de Caxias vira réu

Casal preso por morte de recém-nascido em Caxias vira réu

G1 — Brasil · 2026-08-05T20:24:27.000Z

Casal preso por morte de recém-nascido em Caxias vira réu

A Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou réu o casal que foi preso após um recém-nascido ser encontrado morto enterrado no quintal de uma casa em Jardim Primavera, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O caso aconteceu no fim de julho.

A denúncia do MP foi aceita pela juíza Ana Cristina da Silveira Fernandes, da 4ª Vara Criminal de Duque de Caxias, que manteve a prisão preventiva dos dois e destacou a gravidade do crime cometido contra um recém-nascido indefeso.

Segundo as investigações, a mulher teria ocultado a gravidez dos familiares. Na madrugada, ela entrou em trabalho de parto e chamou o pai da criança para ajudá-la. Em seguida, passou mal, desmaiou e foi levada por parentes ao Hospital Municipal Adão Pereira Nunes.

Casal é preso após recém-nascido ser encontrado enterrado em quintal de casa

Ainda de acordo com a polícia, durante o atendimento, profissionais de saúde perguntaram sobre o paradeiro do recém-nascido e foram informados de que o bebê estava morto nos fundos da casa. Diante da situação, a equipe acionou policiais militares do 15º BPM, que comunicaram o caso à 60ª DP (Campos Elíseos).

Em depoimento à polícia, o pai da criança confessou ter enterrado o corpo no quintal da residência. Segundo o relato dele, o bebê nasceu com vida e chegou a chorar.

O homem afirmou que a mãe apertou o pescoço do recém-nascido e pressionou uma camisa contra o rosto da criança para que ela parasse de chorar. Ainda de acordo com o depoimento, após o bebê parar de se mexer, ele colocou o corpo em um saco plástico, amarrou a embalagem e o enterrou no quintal.

A polícia informou que, inicialmente, a mãe negou participação na morte do recém-nascido. No entanto, conforme a investigação, ela teria mudado a versão durante o atendimento no hospital e confirmado o relato apresentado pelo pai. Segundo os investigadores, a mulher também afirmou que o bebê era forte e demorou a morrer.

Ainda de acordo com o depoimento prestado à polícia, a mulher disse que pretendia entregar a criança para um orfanato ou deixar que o pai a criasse, mas que, como nenhum dos dois queria ficar com o bebê, decidiram matá-lo após o primeiro choro.

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