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Tudo sobre o polêmico projeto do Presidente da Fifa
ge — Futebol · 2026-08-05T21:20:37.000Z
Tudo sobre o polêmico projeto do Presidente da Fifa
A Fifa divulgou nesta quarta-feira um comunicado pouco depois de o presidente Gianni Infantino se reunir com funcionários de alto escalão em Rabat, no Marrocos. O dirigente enfrenta forte pressão no cargo depois de divulgar um plano de venda de ações para investidores privados.
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Buda Mendes - FIFA/FIFA via Getty Images
A nota afirma que "o secretário-geral e todo o conselho de administração reafirmam seu total apoio ao presidente Gianni Infantino, como o único eleito pelas 211 associações-membros da Fifa".
A ideia de criar uma subsidiária aberta a investimento privado imediatamente enfrentou grande resistência e foi criticada duramente por dirigentes do futebol mundial - principalmente a Uefa, confederação que reúne as associações da Europa. Os planos foram abandonados, mas a entidade europeia defende, agora, uma mudança na presidência da Fifa.
O comunicado publicado nesta quarta-feira diz que "com o projeto retirado, a Fifa não irá mais tolerar ataques à sua integridade, governança e processos e tomará as medidas necessárias para proteger seu nome e reputação".
Logo depois da reunião, Infantino esteve em um estádio da cidade marroquina para ver a partida Malauí x Zâmbia pela Copa das Nações feminina da África. Ao lado dele, estava o secretário-geral da Fifa, Mattias Grafstrom, que nesta semana enviou aos funcionários da entidade um e-mail crítico sobre o projeto do presidente da federação.
O Marrocos é um dos países que se mantém fieis a Infantino nesse momento de crise. Uma das sedes da Copa de 2030, briga para que a cidade de Casablanca receba a final da competição - a Espanha também quer a partida.
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O presidente da Fifa, Gianni Infantino, saiu em três dias de todo-poderoso do futebol mundial a dirigente na berlinda na presidência da Fifa. O plano de criar a empresa Fifa Foward Enterprise (FFE) para a venda de ações a investidores privados fracassou rapidamente, e Infantino vive seu momento mais pressionado desde que assumiu o cargo.
A ideia de Infantino era criar a Fifa Forward Enterprise (FFE), uma subsidiária com controle majoritário da Fifa e participações minoritárias de investidores. A companhia ficaria responsável por consolidar as operações das principais competições organizadas pela entidade, como a Copa do Mundo e a Copa do Mundo de Clubes. O objetivo era arrecadar até 4,2 bilhões de dólares (R$ 21,5 bilhões).
A Uefa foi a primeira a se posicionar contra e anunciou que os 55 representantes boicotariam competições futuras promovidas pela Fifa enquanto a ideia não fosse cancelada. A Concacaf, que reúne países das Américas do Norte e Central e Caribe, e a Confederação Asiática de Futebol (AFC) também reprovaram a medida em notas oficiais.
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Com a impressionante rejeição e pressão sofridas, Gianni Infantino anunciou a desistência da criação da FFE na sexta, três dias após ter anunciado a possibilidade da venda de ações da Fifa a investidores privados.
A Uefa, que reúne as federações europeias, defendeu abertamente a mudança na presidência. Mas Infantino tem apoiadores importantes, caso do Marrocos - uma das três principais sedes da Copa do Mundo de 2030 - e tampouco sofreu críticas por parte da Conmebol, confederação sul-americana de futebol e uma das mais importantes mundialmente. Amparado a isso, pode tentar se sustentar no cargo até março, quando haverá a eleição para tentar seu quarto e último mandato.
O Conselho da Fifa pode convocar reunião de emergência para tratar da saída de Infantino caso 19 de seus 37 membros a solicitem. A distribuição dos 37 membros é a seguinte: nove da Uefa, sete da AFC (Confederação Asiática de Futebol), seis da CAF (Confederação Africana de Futebol), cinco da Concacaf (Confederação de Futebol das Américas do Norte e Central), cinco da Conmebol e três da Oceania. Infantino e o secretário-geral da Fifa, Mattias Grafstrom, completam o quadro.