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Apesar de corte na Selic, Brasil tem o maior juro real do mundo; veja ranking

Como a Selic mexe com tudo na sua vida

G1 — Brasil · 2026-08-05T21:34:10.000Z

Como a Selic mexe com tudo na sua vida

O Brasil tem o maior juro real do mundo mesmo após o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14% ao ano, em decisão anunciada nesta quarta-feira (5).

🔎 O juro real é formado, entre outros pontos, pela taxa de juros nominal subtraída da inflação prevista para os próximos 12 meses. Assim, segundo levantamento compilado pelo MoneYou, o indicador no país ficou em 9,30%.

A segunda posição do ranking ficou com a Rússia, que registrou uma taxa real de 9,09%. A Colômbia apareceu na terceira posição, com juros reais de 6,16%.

Em relatório divulgado nesta quarta-feira, o MoneYou afirmou que a alta das expectativas de inflação para os próximos 12 meses reduziu os juros reais na maioria dos países, em meio às incertezas provocadas pelo conflito no Oriente Médio.

A Argentina, que passou por um forte choque econômico sob o governo de Javier Milei, tem oscilado no ranking. Neste mês, o país ficou na 5ª posição, com juro real de 4,51%, em meio a um cenário econômico ainda desafiador e de inflação elevada.

Veja abaixo os principais resultados da lista de 40 países.

Ranking de juros reais em agosto de 2026.

Queda da Selic

Nesta quarta-feira, o Copom anunciou a redução da taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, para 14% ao ano. Trata-se do quarto corte consecutivo.

O movimento ocorre em meio à retomada da guerra no Oriente Médio, que elevou os preços do petróleo e pode pressionar a inflação brasileira por meio do aumento dos combustíveis.

Selic: a trajetória da taxa básica de juros

Considerando os juros nominais (sem descontar a inflação projetada), a taxa brasileira ocupou a terceira posição, ao lado da Rússia.

África do Sul: 7%

Hong Kong: 4%

Reino Unido: 3,75%

Estados Unidos: 3,75%

República Tcheca: 3,75%

Coreia do Sul: 2,75%

Nova Zelândia: 2,50%

Sede do Banco Central em Brasília

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