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Veja a coletiva de Abel Ferreira após a classificação do Palmeiras na Copa do Brasil
ge — Futebol · 2026-08-06T03:37:19.000Z
Veja a coletiva de Abel Ferreira após a classificação do Palmeiras na Copa do Brasil
Abel Ferreira disse que o Palmeiras não entrou totalmente concentrado no jogo de volta das oitavas de final da Copa do Brasil, contra o Fortaleza, em Cuiabá. A equipe perdeu por 3 a 2, mas garantiu uma vaga nas quartas por conta do resultado construído na ida, o 3 a 0 no Nubank Parque.
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O português elogiou o desempenho dos jogadores da base que tiveram oportunidade na noite desta quarta-feira, como Arthur e Riquelme Fillipi. Porém, faltou completar o principal objetivo: vencer o Fortaleza de novo.
Fortaleza 3 x 2 Palmeiras | Melhores Momentos | Copa do Brasil 2026
– Acho que a responsabilidade é do treinador, em primeiro lugar agradecer o carinho da nossa torcida mesmo na derrota, acho que não tive arte nem engenho para os mobilizar, sabemos da responsabilidade que é representar o Palmeiras, sou o primeiro a dizer que jogamos para ganhar e hoje não entramos com nossa máquina competitiva ligada, demos muito espaço ao adversário, aqui e ali algo desconcentrados, diria que a maior responsabilidade é minha – disse, antes de completar:
– Tínhamos três objetivos para esse jogo. O primeiro era ganhar, o segundo era roda o elenco, e o terceiro era ver com que nível e forma estão uns jogadores e outros. Sabemos que temos Fuchs lesionado, Gómez lesionado, Barboza também lesionado, se olhar para o lado esquerdo tínhamos a equipe sub-20 toda a jogar. Os miúdos foram bem, se entregaram, mas a responsabilidade também é minha. Dos três objetivos, o maior que não fui cumprido era a vitória – analisou.
Abel Ferreira em Fortaleza x Palmeiras
Cesar Greco / Palmeiras
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Apesar da derrota, os outros objetivos foram concluídos. O Palmeiras rodou o elenco e voltou para São Paulo com a classificação. Abel explicou time titular e como pretende montar a equipe para a sequência da temporada.
– É muito fácil há regras e elas são claras: rendimento. O que cada um de voces vê, eu também vejo, a vantagem que tenho é que ainda vejo mais que vocês, vejo nos treinos, depois é fácil, os jogadores que tem mais rendimento são os que jogam.
– Na minha equipe nunca jogou o nome, nem o estatuto, nem os medalhões, joga quem tem rendimento. Para mim é muito fácil de gerir, cada um no clube sabe sua função. Ouço-os muito, gosto de trocar ideia com eles, aprendo muito com eles, e depois cada um em seu lugar porque tem que jogar quem tem mais rendimento – finalizou.
O Palmeiras retorna a São Paulo na madrugada desta quinta-feira e treina pela manhã na Academia de Futebol. O próximo jogo do time palmeirense será no domingo, às 16h, contra o Internacional, no Nubank Parque. A equipe defende a liderança do Campeonato Brasileiro.
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Abel Ferreira em Fortaleza x Palmeiras
Cesar Greco / Palmeiras
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O que ainda motiva no Palmeiras?
– Ganhar títulos, é isso que motiva, por isso que estou no Palmeiras e é o que temos feito nos últimos anos. Se for comparar a valorização do elenco do Palmeiras, pelo trabalho de todos, vale hoje R$ 1,4 bilhão. Se fores ver a equipe mais jovem que luta por títulos é o Palmeiras. O Palmeiras teve uma gestão muito responsável com Galiotte e ganhamos, com a Leila teve uma gestão responsável, ganhamos e investiu, e é o que me faz acreditar.
Gestão do Palmeiras é exemplo
– É por isso que hoje viram a jogar sete ou oito da base, sabemos os riscos que corremos, mas também sabemos aquilo que nos podem dar, não só possíveis vendas para continuar a girar essa máquina, por isso o Palmeiras está avaliado em R$ 1,4 bilhão, por essa dinâmica que temos criado, no qual participei junto com nossa diretoria e isso que me dá essa chama. Estou em um clube com um projeto e que luta sempre para vencer em todas as competições que entra que é o que temos feito, mesmo no ano passado. Parece que foi uma época desgraçada, ficamos três vezes em segundo lugar, mas é desgraçada para quem não tem dois olhos.
– Se tivesse do outro lado, iria me espelhar. Abel te inspiras em quem? Me inspiro nos melhores. O Palmeiras deve ser um exemplo de gestão financeira, esportiva, organização, processos, continuidade. Quem quiser olhar para esse lado... quem não quiser, está na mesma.
Oportunidades para todos
– Para falar de Arias tenho que falar de Riquelme. Riquelme hoje se calhar não fez o melhor jogo dele, mas tenho que lembrar que em casa com o Juventude ele que entrou e ajudou a resolver o jogo. Não esqueço, não tenho memória curta. Sei que os jogadores são avaliados pela última performance, assim que é avaliado para a crítica, mas para mim não. É avaliado pelo que vai fazendo.
– Eu não dou oportunidades a ninguém, eles trabalham para ter oportunidades, Roque tem que trabalhar para merecer oportunidade, o Riquelme, o Giay; O treinador não rodou todos, rodou aqueles que achava que devia e deixou ficar alguma experiência dentro de campo porque os objetivos são muito claros: ganhar títulos. Só que somos o único que faz tudo. Ganha títulos, apostar na formação, valorizar os jogadores, vender os jogadores, está sempre a encontrar soluções para jogadors.
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– Arias é aquele jogador que faz qualquer trinador melhor, na minha visão. Troquei o Riquelme que tem 20 anos, e meti o Arias que tem 26 ou 27, tem Mundial nas costas, Fluminense, futebol brasileiro, internacional. Esse é aquele jogador que torna qualquer treinador no mundo melhor, mas claro que nos ajuda muito, quer no aspecto ofensivo que todos gostamos, mas o que mais me impressiona nele não é só o ofensivo, é o que corre para trás para ajudar a equipe. Entrega ofensivamente e é capaz de vir para trás para ajudar o Arthur. Arthur já não jogava há muito tempo, fez um jogo muito positivo, é ótimo para nós.
– Nossos objetivos enquanto clube, formar, vender, valorizar, há muito trabalho feito pelo clube e é mérito do que são os processos. É um modelo que deve ser copiado por quem quer ter sustentabilidade financeira, como funcionam os processos, como o treinador principal aposta de forma cautelosa, apoiada, quando Riquelme não joga bem e nos ajuda contra o Juventude, é termos todos calma, paciência, queríamos ganhar, não conseguimos, mas estas são aquelas derrotas que doem menos.
– Estava calor para os dois. Sem desculpas. A responsabilidade é minha. Dos três objetivos que tracei consegui dois e o principal que era ganhar não consegui, por isso fiz questão de no final pedir desculpa aos nossos torcedores que fizeram esforço de vir.
– Se me perguntas: esse é meu melhor 11 nesse momento? Se calhar não é. Mas é um 11 suficiente e com todo respeito ao treinador adversário, que tenho apreço muito grande por sua forma de ser e estar no futebol, um gentleman, não consigo ainda chegar a esse nível de atenção, mas podia trocá-los todos. Podia jogar até com o sub-20. Temos que vir aqui e jogar para ganhar e hoje não fizemosl. Fica a lição. Nem sempre valorizamos quando ganhamos e ganhamos de forma consistente, fica o aprendizado do que foi a derrota de hoje.
– Mas posso dizer que há trabalho a fazer, é bom para acalmar as águas, Palmeiras é como os outros, vai passar por momentos bons e menos bons. Se esses menos bons for em um momento com um bocadinho de gordura para ganhar... não era o que queria, mas também tem coisas positivas, deu para perceber onde está cada um em termos de forma, performance e ajuda a escolher os jogadores que vão estar conosco a cada jogo.
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