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Análise: Artur Jorge mantém Cruzeiro nos trilhos do crescimento e cumpre primeiro objetivo pós-Copa

Veja os melhores momentos de Cruzeiro 2 x 0 Chapecoense

ge — Futebol · 2026-08-06T06:00:30.000Z

Veja os melhores momentos de Cruzeiro 2 x 0 Chapecoense

O Cruzeiro fez o que tinha de fazer: controlou a Chapecoense e venceu por 2 a 0 para avançar às quartas de final da Copa do Brasil. Deu "check" no primeiro objetivo da segunda metade da temporada, tentando moldar um time que tem pontos de crescimento recente com Artur Jorge.

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Depois de uma atuação pobre em Chapecó, justificando o empate sem gols, o Cruzeiro levou para os próprios domínios o confronto no qual era absoluto favorito. E, desde o primeiro minuto no Mineirão, ficou claro que o futebol, mesmo pregando peças, ainda tem dificuldades para contrariar algumas lógicas.

A Chapecoense fez o jogo esperado. Marcou no próprio campo para tentar tirar a velocidade do Cruzeiro, escalado por Artur Jorge com dois laterais ofensivos (Rojas e William) e um primeiro volante que até de 10 já jogou ao longo da carreira (Matheus Henrique).

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A dificuldade do Cruzeiro em empilhar chances claras mesmo com domínio territorial se deu pela inconstância dos atacantes de beirada. Especialmente Arroyo, mais acionado do que Kenji, ainda não tem o desempenho esperado em duelos que abrem defesas fechadas.

Desta forma, coube a Matheus Pereira ser o principal responsável – como de costume – por fazer o jogo cruzeirense andar. Abastecido por Gerson e Matheus Henrique, que foram participativos no campo ofensivo, o camisa 10 surgiu em todos os lugares do campo. Finalizou de fora, fez lançamentos, se aproximou para tabelas e apareceu no fundo. Um maestro, que tirou a lentidão da equipe aos poucos.

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Mas foi um elemento surpresa que criou a chance que abriu a porteira catarinense. Fabrício Bruno ficou no ataque depois de um escanteio, surgiu como ponta no rebote, limpou o marcador e cruzou na medida para Matheus Henrique marcar. A expulsão de Max, nos acréscimos, encaminhou de vez a classificação do Cruzeiro.

O segundo tempo foi de administração e com mais espaços para usar a velocidade nos lados e no centro do campo. Faltou capricho para deixar o placar tranquilo, já que Kaio Jorge marcou o segundo do time somente aos 40 minutos. Até ali, de toda forma, o contexto só era perigoso pela vantagem mínima. Em produção, a Chapecoense deixou claro que não incomodaria a classificação mineira.

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O Cruzeiro ainda oscila, mas volta da Copa do Mundo com alguns sinais de melhora. Um deles, na defesa, com dois gols sofridos em cinco jogos. Mesmo com mudanças frequentes nas laterais e na função de primeiro volante, é um time que exige menos protagonismo de Otávio em relação ao que era antes da intertemporada. O sistema, como um todo, funciona melhor.

A vitória sobre a Chapecoense também reforça o crescimento de peças que não vinham bem antes da Copa. Fabrício Bruno, William e Matheus Henrique se destacaram no Mineirão. O lateral-direito tem sido fundamental - assim como Gabriel Rojas - para ajudar o Cruzeiro a driblar a ineficiência recente dos atacantes de lado de campo.

Cruzeiro x Chapecoense gol Matheus Henrique

Essa, talvez, ainda seja a maior deficiência do Cruzeiro, que tentará ultrapassá-la com as chegadas de João Costa, Lucho e Wesley. Nomes aquém da expectativa do torcedor – que se frustrou pela lesão de Pec –, mas que renovam ao menos o leque em um setor tão importante para rodar a engrenagem de Artur Jorge. Mas, é fato: ainda com limitações, o português cumpriu mais uma meta com a camisa do Cruzeiro. É a principal esperança até dezembro.

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