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Ferraresi tem confiança em permanência no Botafogo: "Faltam detalhes"
ge — Futebol · 2026-08-06T07:00:38.000Z
Ferraresi tem confiança em permanência no Botafogo: "Faltam detalhes"
A venda da SAF Botafogo para a GDA ainda não foi oficialmente concluída, mas o clube está ativo no mercado em busca de jogadores. Até agora, a diretoria contratou seis reforços. Como funciona a tomada de decisão neste momento de transição da gestão alvinegra? O ge explica.
Fundador e sócio da GDA, o empresário mexicano Gabriel de Alba tem influência direta nos bastidores e nas principais decisões. Os aportes financeiros dos últimos meses deram fôlego financeiro e definiram o planejamento para a sequência da temporada.
Nos bastidores do Botafogo, a expectativa é que, caso a negociação se concretize, Gabriel de Alba esteja presente no Nilton Santos para o jogo da volta da Sul-Americana, contra o Cienciano, no dia 20 de agosto.
Gabriel de Alba, fundador da GDA
Na prática, a GDA já dá as diretrizes da gestão. Integrantes da empresa mantêm contato frequente com pessoas que ocupam cargos estratégicos no Botafogo, participam do planejamento esportivo e dão respaldo para movimentos de maior impacto financeiro.
O funcionamento da SAF, no entanto, envolve diferentes setores e executivos. No futebol, as decisões não ficam concentradas em apenas uma pessoa. Há uma divisão entre prospecção de jogadores, análise esportiva, condução das negociações e aprovação final.
Quem tem a palavra final?
O diretor geral da SAF, Eduardo Iglesias, é atualmente o principal executivo à frente do futebol alvinegro. Responsável por dar a palavra final, ele avalia as movimentações propostas pelo departamento, considera o impacto financeiro e toma a decisão. A GDA, claro, tem influência.
João Paulo Magalhães, presidente do Botafogo
Iglesias e o presidente do clube social, João Paulo Magalhães Lins, são os elos do Botafogo com Gabriel de Alba. Magalhães Lins acompanha os principais assuntos e é mantido a par das decisões. A recusa da proposta do Palmeiras por Danilo é o exemplo mais chamativo da forma de gestão deste novo momento.
O presidente do associativo não participa de todas as movimentações cotidianas, mas acompanha temas relevantes e se posiciona em determinadas decisões. Por ter contato direto com Gabriel de Alba, João Paulo Magalhães Lins ganhou nos últimos meses maior importância no futebol alvinegro.
Divisão de funções no futebol
Léo Coelho é o diretor de futebol do Botafogo e ganhou protagonismo na organização do departamento após a saída de Alessandro Brito. Na prática, ele participa diretamente das negociações.
Deive Bandeira ocupa o cargo de diretor de "player trading", ou seja, trabalha mais focado na saída dos jogadores. Além disso, acumula experiência em prospecção de atletas e avalia possíveis negócios. Bandeira tem liberdade para contatar clubes e representantes.
No geral, as negociações são conduzidas por Léo Coelho e Deive Bandeira. Eles apresentam os cenários esportivos e financeiros a Eduardo Iglesias. A aprovação passa diretamente por Iglesias e pelo alinhamento com a GDA.
Outro personagem deste processo é Brunno Noce, coordenador do departamento de scout. Se Bandeira é focado na saída, Noce trabalha focado na chegada de atletas. Ele participa da busca por reforços que se encaixem no perfil definido pelo clube. Além disso, mantém-se a par das negociações, trabalhando em conjunto com Léo Coelho.
Léo Coelho e Danilo Pereira, novo camisa 9 do Botafogo
Em geral, no caso de contratações, o fluxo começa com a identificação de uma necessidade em conversa com o departamento de futebol e a comissão técnica. O scout, que tem uma sólida base de dados, busca nomes que se encaixem no perfil definido. Os executivos analisam a viabilidade do negócio e, a partir disso, iniciam a negociação. Por fim, Iglesias dá o aval para finalizar.
Eduardo Iglesias, novo diretor da SAF do Botafogo
Até agora, o Botafogo contratou seis jogadores: os goleiros Warleson e Gabriel Batista, o zagueiro Monzón, o lateral-esquerdo Paulinho, o volante Domingos Andrade e o atacante Danilo Pereira.
E o Conselho de Administração?
O Conselho de Administração da SAF agora é presidido por Estêvão Benincá, escolhido após as saídas de John Textor, Kevin Weston e Jordan Fikesenbaum do órgão. Também fazem parte do Conselho Ricardo Menezes Mello e Carlos Thiago Cesario Alvim.
Estêvão Benincá, presidente do Conselho de Administração da SAF Botafogo
Apesar do cargo, Benincá não participa das decisões cotidianas do futebol. A função dele é atuar como um fiscal da relação entre os investidores e a SAF. Na prática, cabe a ele supervisionar os atos da gestão executiva, assim como propor modelos de governança corporativa, definir diretrizes estratégicas e o desenvolvimento institucional do Botafogo.
O comando esportivo está concentrado na gestão executiva, com Iglesias no topo da estrutura e Léo Coelho, Deive Bandeira e Brunno Noce participando das diferentes etapas. Acima deles, mesmo sem ter assumido oficialmente as ações da SAF, a GDA já influencia os rumos financeiros e esportivos do Botafogo.
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