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Operação mira grupo suspeito de agiotagem, extorsão e lavagem de dinheiro no Vale do Paraíba

Operação mira grupo suspeito de agiotagem, extorsão e lavagem de dinheiro no Vale do Paraíba

G1 — Brasil · 2026-08-06T11:58:19.000Z

Operação mira grupo suspeito de agiotagem, extorsão e lavagem de dinheiro no Vale do Paraíba

Manuella Patta/TV Vanguarda

O Ministério Público de São Paulo (MPSP), a Polícia Civil e a Polícia Militar deflagraram, na manhã desta quinta-feira (6), a segunda fase da Operação Armagedom para combater uma organização criminosa suspeita de atuar com agiotagem, extorsão e lavagem de dinheiro no Vale do Paraíba.

Ao todo, são cumpridos 24 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça de São José dos Campos. Além dos mandados de busca, a Justiça autorizou a quebra de sigilo de dados eletrônicos dos investigados e o bloqueio de bens.

Um homem apontado pelas investigações como líder do grupo teve a prisão preventiva decretada. Segundo o Ministério Público, ele cumpria prisão domiciliar, mas teria mantido da própria residência a coordenação das atividades criminosas.

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As investigações apontam que a organização continuou atuando mesmo após a primeira fase da Operação Armagedom, deflagrada em novembro de 2024, quando integrantes do grupo foram presos e diversos acusados acabaram condenados pela Justiça.

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Segundo o MPSP, os investigados são suspeitos de conceder empréstimos com juros abusivos, cobrar dívidas por meio de intimidação e ocultar patrimônio utilizando terceiros, empresas de fachada e outros bens para lavar dinheiro.

Ainda de acordo com a investigação, foram identificados imóveis residenciais e comerciais, veículos de alto padrão, empresas e rendimentos com aluguéis superiores a R$ 48 mil por mês. Entre os bens atingidos pelas medidas judiciais estão 37 cavalos da raça mangalarga marchador ligados ao principal investigado.

As medidas patrimoniais determinadas pela Justiça podem alcançar até R$ 205,7 milhões, segundo o Ministério Público.

A operação é realizada por integrantes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Núcleo Especial de Combate à Criminalidade Organizada (Neccold), da Polícia Civil, e do 3º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep).

As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e responsabilizar os suspeitos.

Até a última atualização desta reportagem, a Polícia Civil ainda não havia divulgado um balanço oficial da operação.

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