ITATIBA1
J.D. Vance em entrevista à Fox News
G1 — Brasil · 2026-08-06T12:29:09.000Z
J.D. Vance em entrevista à Fox News
FOX NEWS CHANNEL'S THE INGRAHAM ANGLE via REUTERS
O vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, disse que os iranianos são "um povo extraordinariamente difícil" e que acredita que qualquer acordo nuclear com o Irã levará tempo, nesta quinta-feira (6).
✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp
Em entrevista à emissora Fox News, o vice de Donald Trump reconheceu a frustração americana com as negociações para dar fim à guerra e culpou o "sistema fragmentado" que forma o regime iraniano pelo vai e vem diplomático.
"Primeiro, os iranianos são pessoas extremamente difíceis. Segundo, eles têm um sistema fragmentado. Existem pessoas dentro do sistema deles que querem que a guerra termine. Existem também pessoas dentro do sistema deles que são radicais fanáticos e querem que a guerra continue. Nosso trabalho é navegar por essa situação e obter o melhor resultado possível para o povo americano", afirmou.
Donald Trump diz que o Irã só tem mais uma chance para negociar a paz
Questionado sobre os impactos econômicos da guerra, Vance disse que o preço do petróleo já diminuiu e, segundo ele, "continuará caindo", mas admitiu que um acordo, principalmente relacionado a um arsenal nuclear iraniano, será "um processo demorado".
"Acredito que, no fim das contas, será um processo complicado e demorado, e o petróleo, que estava cotado a US$ 79 hoje, continuará caindo. O Irã jamais terá uma arma nuclear, e os Estados Unidos estarão em uma posição mais forte. Mas estamos no meio do jogo, e acho que as pessoas estão tentando prever exatamente como isso vai terminar", acrescentou.
Jornal diz que Trump e Hegseth discutiram por falta de mísseis
Nesta quarta-feira (5), o jornal "The Washington Post" noticiou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o secretário de Guerra, Pete Hegseth, discutiram por causa da escassez de mísseis do arsenal americano e da condução do conflito contra o Irã.
Segundo o jornal, que cita duas pessoas com conhecimento da conversa, Trump chamou a atenção de Hegseth durante uma reunião do gabinete na sexta-feira (31), após descobrir que os estoques de armamentos permanecem em níveis críticos.
A reportagem afirma que Trump teria dito que foi enganado pelo secretário de Guerra. O presidente reclamou que acreditava que o problema "já tinha sido resolvido".
O relato vem a público dias depois de Trump afirmar que autorizou e depois cancelou "o maior ataque desde a Segunda Guerra Mundial" contra o Irã.
O presidente disse que recuou diante da possibilidade de novas negociações. No entanto, o governo iraniano nega que esteja conversando com os Estados Unidos.
A Casa Branca negou a reportagem. A porta-voz Karoline Leavitt afirmou que "isso é 100% notícia falsa" e disse que Trump mantém "total confiança" em Hegseth. O Pentágono também negou que o secretário tenha enganado o presidente ou responsabilizado seu vice pela situação.
O secretário Pete Hegseth ao lado de Donald Trump durante reunião de gabinete em 26 de março de 2026.
Sipa USA via Reuters
Reportagem da agência Reuters publicada na terça-feira (4) revelou que o Exército dos Estados Unidos utilizou "praticamente todo" o estoque de mísseis de precisão de longo alcance durante guerra contra o Irã.
Os mísseis envolvidos na escassez são principalmente armas superfície-superfície do Exército, conhecidas como Sistemas de Mísseis Táticos (ATACMS), e Mísseis de Ataque de Precisão (PrSM), segundo três pessoas com conhecimento dos dados militares americanos.
Essas munições de longo alcance são parte importante do arsenal militar norte-americano, porque permitem ataques precisos a partir de uma distância segura.
Os ATACMS norte-americanos desempenharam papel fundamental na guerra na Ucrânia, permitindo que forças ucranianas atinjam alvos dentro da Rússia.
Já o PrSM é uma geração mais nova e avançada de mísseis de precisão, que tem um maior alcance que o ATACMS e substituirá esse armamento no futuro.
Os EUA usaram “praticamente todos” esses armamentos, afirmaram duas das autoridades à Reuters. As fontes não informaram, no entanto, quantas unidades de cada tipo ainda restam. O dado levanta preocupações sobre a prontidão militar norte-americana para futuros conflitos.
Analistas afirmam que essas armas — que custam mais de US$ 1 milhão (cerca de R$ 5,1 milhão) cada e demoram para serem construídas — também seriam importantes em um eventual conflito futuro com a China.
VÍDEOS: agora no g1
Agora no g1