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Durigan admite preocupação com trajetória da dívida e fala em redução de benefícios e controle de gastos para melhorar contas

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, admitiu nesta quinta-feira (6) uma preocupação com a expectativa de crescimento da dívida pública brasileira, que já avançou mais de 10 pontos no atual mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e…

G1 — Brasil · 2026-08-06T14:13:29.000Z

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, admitiu nesta quinta-feira (6) uma preocupação com a expectativa de crescimento da dívida pública brasileira, que já avançou mais de 10 pontos no atual mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e atingiu o maior nível desde 2021.

Em entrevista exclusiva à GloboNews, ele afirmou que o governo federal continuará tentando, se reeleito, melhorar o perfil das contas públicas em um eventual novo mandato, controlando as despesas e reduzindo benefícios fiscais existentes.

"Têm números que mostram resultado do ano, olhar o orçamento, fazer os cortes, bloqueios, que a gente tem feito. O que aparece como preocupante é a projeção para a dívida para frente. Sei lidar com o fiscal de forma melhor, fizemos um ajuste de dois pontos do PIB. É com esse compromisso que vamos para os próximos quatro anos, melhorando as contas públicas", declarou o ministro.

Durigan negou que haja um cenário de descontrole das contas públicas, citando uma melhora nos últimos anos, com a obtenção das metas propostas - apesar de as contas ainda permanecerem no vemelhor - mas reconheceu que há uma "discussão" (dificuldade) sobre a chamada "rolagem da dívida pública", ou seja, a emissão de novos títulos no mercado financeiro para pagar os que estão vencendo.

Nos últimos meses, o Tesouro Nacional tem encontrado dificuldade em emitir papéis com juros reais (acima da inflação) de 8% ao ano - patamar considerado elevado. Analistas atribuem a resistência do mercado em comprar esses papeis ao aumento de gastos públicos e ao alto nível do endividamento brasileiro - que aumentam a desconfiança dos agentes econômicos.

"Para o futuro, há discussão sobre rolagem da dívida. Não há descontrole e crise fiscal, há desafio para endereçar questão dos juros para diminuir endividamento. Como a explicação dos juros é mais complicada, a variável que está em controle do governo é a politica fiscal. Por isso é importante melhorar a politica fiscal [relativa às contas públicas]", acrescentou

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