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Clima irregular exige decisões antecipada; Coopercitrus Expo reuniu soluções
G1 — Brasil · 2026-08-06T13:52:35.000Z
Clima irregular exige decisões antecipada; Coopercitrus Expo reuniu soluções
A perspectiva de um El Niño mais intenso colocou o clima no centro das decisões para a safra 26/27. A irregularidade das chuvas, a redução das janelas de plantio e pulverização e as mudanças na pressão de pragas e doenças exigiram mais planejamento técnico para reduzir riscos e preservar a produtividade.
Nesse cenário, a Coopercitrus Expo 2026, que aconteceu de 27 a 31 de julho, em Bebedouro (SP), reforçou seu papel como ambiente de decisão da safra. Em um único local, o produtor encontrou orientação técnica e soluções em irrigação, manejo, insumos, agricultura de precisão, crédito, seguros, barter e comercialização.
“O produtor não controla o clima, o dólar ou os juros, mas pode controlar o planejamento da porteira para dentro. A Coopercitrus Expo existe para apoiar essa tomada de decisão, reunindo conhecimento técnico, tecnologia e condições comerciais para que o produtor saia da feira com a safra planejada”, afirmou Matheus Marino, presidente do Conselho de Administração da Coopercitrus.
A edição de 2026 marcou os 50 anos da cooperativa e reuniu mais de 130 expositores, além de equipes especializadas para atender produtores de citros, café, cana-de-açúcar, grãos, pecuária e outras atividades.
Irrigação ampliou a segurança da produção
Com chuvas mais irregulares, a gestão da água ganhou importância no planejamento das propriedades.
No espaço Cooper Irriga, o produtor pôde avaliar projetos, equipamentos, automação, fertirrigação, manutenção e alternativas de financiamento. O atendimento foi destinado tanto a quem pretendeu iniciar um projeto quanto a produtores que já utilizavam irrigação e buscaram ampliar o sistema ou melhorar sua eficiência.
A orientação considerou o dimensionamento dos equipamentos, a disponibilidade hídrica, as necessidades da cultura, o consumo de energia, a topografia da área e a viabilidade econômica do investimento.
“Em períodos de maior imprevisibilidade, a irrigação deixa de atuar apenas sobre a produtividade e passa a contribuir para a estabilidade da produção. Quando bem planejada, reduz a dependência exclusiva das chuvas e protege fases críticas das culturas”, explicou Maurílio Palhari, gerente de Irrigação da Coopercitrus.
A equipe também apresentou informações sobre o Irriga+SP, programa do Governo do Estado de São Paulo que apoia a expansão da agricultura irrigada por meio de financiamento com juros subsidiados, conforme os critérios e as condições de enquadramento do produtor.
Disponibilidade de insumos entrou na gestão do risco
Quando as janelas de aplicação ficaram mais curtas, ter o insumo disponível no momento necessário pôde definir o resultado da operação.
Por isso, a Coopercitrus antecipou negociações com as principais indústrias e apresentou, durante a Expo, um portfólio de fertilizantes, sementes, defensivos químicos e biológicos, acompanhado de suporte técnico para diferentes culturas.
Agrônomos e consultores orientaram o produtor de acordo com o histórico da área, a fase da cultura, a janela de aplicação e a estratégia produtiva e financeira da propriedade.
A atuação da Coopercitrus junto à Tello e à Agroallianz ampliou o acesso a fertilizantes, defensivos e outros insumos, com foco em qualidade, disponibilidade e segurança de abastecimento.
Na Tello, o destaque foram os fertilizantes biointeligentes, que combinaram nutrição mineral, matéria orgânica e tecnologias voltadas ao melhor aproveitamento dos nutrientes. A Agroallianz fortaleceu a oferta de defensivos ao aproximar a cooperativa da indústria e ampliar a eficiência na aquisição, na disponibilidade e na entrega dos produtos.
Agricultura de precisão reduziu desperdícios
A variação do clima também exigiu acompanhamento mais próximo das condições da lavoura.
No Campo Digital, a Coopercitrus apresentou ferramentas de agricultura de precisão, como análise de solo georreferenciada, piloto automático, sistematização de áreas, retrofit de máquinas e mapeamento agrícola.
A Arena de Drones recebeu demonstrações de equipamentos utilizados em pulverização, monitoramento e mapeamento. As tecnologias ajudaram a direcionar aplicações, reduzir sobreposições e melhorar o aproveitamento dos insumos.
“Com margens mais apertadas, aplicar melhor passou a ser tão importante quanto comprar bem. A tecnologia deixou de ser vitrine e se tornou ferramenta de gestão da propriedade”, afirmou Vitor Grandolfo, coordenador do Campo Digital da Coopercitrus.
Proteger a margem também fez parte da safra
Os efeitos do clima não ficaram restritos à lavoura. Quebras de produtividade, atrasos operacionais, necessidade de replantio e aumento dos custos puderam afetar diretamente o caixa da propriedade.
Na Coopercitrus Expo, a Fincoop apresentou soluções de seguro rural e proteção para máquinas, implementos, drones, pivôs de irrigação e patrimônio rural. O atendimento também incluiu crédito, consórcio, barter e planejamento financeiro.
Crédito e consórcio puderam apoiar investimentos em irrigação, tecnologia, infraestrutura e equipamentos, de acordo com a capacidade financeira e o horizonte de investimento de cada propriedade.
O barter permitiu ao produtor negociar insumos e tecnologias com base na produção futura de soja, milho ou café. A modalidade contribuiu para organizar custos, reduzir a exposição às oscilações do mercado e proteger parte da margem antes da colheita.
Comercialização completou o planejamento
A área de Grãos e Café participou da feira com orientação sobre armazenagem, classificação, modalidades de negociação, barter e acompanhamento de mercado.
Diante da incerteza climática, decidir quando vender, armazenar ou fixar uma parcela da produção pôde ser tão importante quanto definir o manejo da lavoura.
Por isso, a Coopercitrus Expo conectou compra de insumos, produção, financiamento, proteção e comercialização em um mesmo ambiente. O produtor pôde avaliar o ciclo completo da safra e tomar decisões compatíveis com sua estrutura, seus custos e sua expectativa de produção.
O planejamento não eliminou o risco climático, mas ampliou a capacidade de reação da propriedade e permitiu que o produtor chegasse à safra com mais alternativas técnicas, operacionais e financeiras.