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Sinal universal de socorro: o que fazer ao ver gesto usado por vítima de violência no Paraná

Sinal universal de socorro: o que fazer ao ver gesto usado por vítima de violência no PR

G1 — Brasil · 2026-08-06T16:37:54.000Z

Sinal universal de socorro: o que fazer ao ver gesto usado por vítima de violência no PR

Virar a palma da mão, dobrar o polegar para dentro e fechar os outros quatro dedos sobre ele. Esse é o sinal universal de socorro, usado recentemente por uma mulher em Pitanga, na região central do Paraná, para pedir ajuda contra uma situação de violência doméstica.

Na segunda-feira (3), ela teve a casa invadida e foi agredida pelo ex-companheiro, que ainda a obrigou a sair da residência com ele. Na rua, ela ouviu carros se aproximando e fez o gesto; as testemunhas entenderam do que se tratava e pararam para ajudar.

O caso repercutiu nacionalmente e levantou dúvidas nas redes sociais: o que fazer ao ver alguém fazendo o sinal? O consenso entre as autoridades é: acionar a polícia.

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Outras denúncias sobre violência doméstica, que não precisam de socorro imediato, podem ser feitas pelos telefones 197 (da Polícia Civil), 181 (do Disque-Denúncia) ou 180 (da Central de Atendimento à Mulher".

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🔍O sinal universal de socorro foi criado no Canadá. Uma agência de publicidade de Toronto desenvolveu, em abril de 2020, uma campanha com ações para conter o crescimento dos casos de violência doméstica registrado no período de confinamento da covid-19. O intuito era criar um gesto simples e seguro que poderia ser utilizado por vítimas de violência doméstica para denúncias, sem que o agressor percebesse o pedido de socorro.

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De acordo com a polícia, o homem invadiu a casa da mulher, a agrediu com socos, chutes e com um cabo de vassoura "por ciúmes" e a obrigou a sair com ele rumo à casa do atual namorado dela para "tirar satisfação".

No trajeto, ela fez o gesto que simboliza o pedido de socorro, testemunhas viram e pararam para ajudá-la. A cena foi registrada por câmeras de segurança. Assista no vídeo acima.

Ainda de acordo com a polícia, as testemunhas notaram que a mulher apresentava lesões aparentes e, ao ser questionada, a vítima pediu que a polícia fosse acionada.

Ela entrou no carro e o agressor quis acompanhá-la. Eles foram até a Companhia da Polícia Militar de Pitanga, onde a corporação constatou que se tratava de um caso de lesão corporal no contexto de violência doméstica e familiar.

Ele foi detido em flagrante na tarde de segunda-feira (3), mas, na terça (4), foi liberado pela Justiça a pedido do Ministério Público (MP) após passar por audiência de custódia. Ele não precisou pagar fiança e, apesar de ter que cumprir algumas medidas cautelares, não foi proibido de manter contato ou se aproximar da vítima.

O g1 optou por não divulgar o nome do homem para proteger a identidade da vítima.

Sinal universal de socorro: o que fazer ao ver gesto usado por vítima de violência no Paraná

Em nota, o Ministério Público disse que requereu a imposição de medidas cautelares diversas da prisão. Entre elas, estavam a proibição de manter contato com a vítima e de se aproximar dela a menos de 100 metros e o pagamento de fiança.

Ao analisar o pedido, a Justiça concedeu a liberdade provisória e determinou as seguintes medidas cautelares:

comparecimento mensal em juízo para informar e justificar suas atividades;

proibição de acesso ou frequência a locais com consumo de bebidas alcoólicas;

recolhimento domiciliar no período noturno e nos dias de folga;

e proibição de ausentar-se da comarca por mais de oito dias sem autorização judicial.

"O Juízo deixou de impor a fiança por entender que a medida era desnecessária diante das circunstâncias do caso concreto e das cautelares aplicadas. Também não fixou a proibição de contato ou de aproximação da vítima, considerando que ela manifestou expressamente não ter interesse na adoção dessa restrição e que, naquele momento, não foram identificados elementos concretos que justificassem a imposição da medida. Assim, não há medida protetiva de urgência ou restrição de aproximação em vigor em favor da vítima até o presente momento. A vítima está recebendo acompanhamento da assistência social do Estado, com o objetivo de assegurar o suporte necessário diante da situação vivenciada", diz o MP.

Em nota, o Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJ-PR) disse apenas que o processo tramita em sigilo e, por isso, não pode fornecer mais informações a respeito do caso e que "também não comenta decisões de magistrados".

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