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O candidato a presidente pelo PSD, Ronaldo Caiado, participa de sabatina de "O Antagonista"
G1 — Brasil · 2026-08-06T18:37:48.000Z
O candidato a presidente pelo PSD, Ronaldo Caiado, participa de sabatina de "O Antagonista"
O ex-diretor-geral da Organização Mundial do Comércio, Roberto Azevêdo, entrará na campanha de Ronaldo Caiado (PSD) para a presidência. Azevêdo coordenará a área de relações internacionais e comércio exterior.
A indicação faz parte da montagem gradual da estrutura da campanha. Caiado oficializou em 26 de julho sua candidatura ao Palácio do Planalto. O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, será o candidato a vice na chapa.
A equipe conta ainda com o ex-ministro Aldo Rebelo na coordenação política, o deputado federal Arnaldo Jardim (Cidadania-SP) na mobilização política e o ex-ministro da Previdência Roberto Brant à frente do plano de governo.
Azevêdo já vinha contribuindo nas últimas semanas com diretrizes para esses setores, encaminhadas a Roberto Brant, responsável pela coordenação-geral do plano de governo. A escolha amplia a participação do diplomata na elaboração das propostas da campanha.
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Ao anunciar Azevêdo, Caiado criticou a condução do debate internacional pelas candidaturas que, segundo ele, representam a polarização política no país. O candidato não citou nominalmente os adversários.
“Vivemos um cenário em que as duas candidaturas que exercem a polarização estão prejudicando o Brasil em busca de benefícios eleitorais. Um lado estimulando taxações com vistas ao período eleitoral e trocando o debate de projetos para o Brasil por bate-boca internacional, enquanto o governo se concentra em politizar negociações, com bravatas e ofensas diplomáticas que em nada contribuem com as relações exteriores e comerciais brasileiras”, afirmou Caiado.
O candidato disse ainda que Azevêdo representa “a antítese disso” e destacou a experiência do diplomata nos setores público e privado e em negociações comerciais internacionais.
Brant afirmou que a montagem do programa considera um cenário de retomada de medidas protecionistas e de mudanças nas relações políticas, comerciais e econômicas entre os países. Segundo ele, Azevêdo tem contribuído com o plano de governo ao longo das últimas semanas.
Diplomata de carreira formado pelo Instituto Rio Branco e engenheiro elétrico pela Universidade de Brasília, Azevêdo comandou a OMC entre 2013 e 2020. Foi o primeiro latino-americano a ocupar o cargo e, em 2017, foi reconduzido por consenso para um segundo mandato.
Antes de chegar à direção-geral, foi representante permanente do Brasil na OMC e negociador-chefe do país para temas comerciais. Também atuou em disputas envolvendo produtos brasileiros no mercado internacional.
Na última pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (5), Caiado apareceu com 4% das intenções de voto no primeiro turno, mesmo percentual registrado em julho. Ele está numericamente empatado com Renan Santos (Missão), atrás de Lula (PT), com 39%, e Flávio Bolsonaro (PL), com 30%.
Em um eventual segundo turno entre Lula e Caiado, o presidente aparece com 45%, e o candidato do PSD, com 37%.